Telefonia

Usuários reclamam de sinal de operadoras

O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 13h34

SÃO LUÍS - Falta de sinal para realizar ou receber ligações, bloqueio de torpedos, ligações que não são completadas e mensagens informando que o usuário está fora da área de cobertura são algumas queixas que têm sido feitas por usuários de telefonia celular no Maranhão. Os problemas estão se tornando cada vez mais comuns, o que tem irritado os consumidores maranhenses.

As maiores reclamações dizem respeito à empresa Oi, que garantiu, em nota enviada a O Estado, não ter detectado anormalidade no funcionamento da sua rede de telefonia móvel. Mesmo sem queixas de sinal da empresa, a TIM informou que vem trabalhando na ampliação da rede e em melhorias da cobertura da operadora no estado.

Entre os usuários a insatisfação é grande, principalmente da operadora Oi. A dona-de-casa Leila Judith Fontes diz que no último fim de semana fez várias tentativas de ligar para o irmão, que também tem um telefone da Oi, mas na tela do aparelho sempre aparecia a mesma imagem: serviço fora de área e o sinal de que a usuária estava fora da operadora. O pior, segundo ela, é que não há retorno da emprea. “Você liga para fazer reclamação. Te enrolam o máximo possível”, afirma.

O caso de Leila Fontes não é raro. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), ligado ao Ministério da Justiça (MJ) e que reúne informações de 21 estados brasileiros, a área de telefonia é a que recebe o maior número de reclamações.

Uma administradora de empresa, que não quis se identificar, conta que já passou vários dias sem o sinal da operadora e, sempre que tentava ligar, o único retorno da empresa era que estava fora de área de cobertura, mesmo estando em São Luís. “Para conseguir uma ligação, eu tenho que sair de casa e chegar até o terraço. Senão, fico impossibilitada de receber e fazer ligações”, conta a administradora.

Para o consumidor Luiz Fernando Fonseca, falta maior divulgação dos direitos dos consumidores no setor de telecomunicações. Ele afirma que é difícil para o cidadão conhecer todos os seus direitos específicos em cada setor, especialmente quando se trata de serviços essenciais. “O mais importante para que o consumidor seja protegido é que a agência reguladora responsável pelo setor aplique as regras com rigidez, para que as companhias não abusem e não usurpem os direitos do consumidor”, opina.

Portabilidade

Para a consumidora Maria Inês, a resolução da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que permitirá que o cliente mude de operadora sem perder o número do aparelho será uma grande vitória para os usuários de telefonia móvel.

“Será um conforto para o consumidor e mudará a postura das empresas. Como o consumidor terá uma estabilidade, as operadoras vão prezar por um atendimento mais adequado para não perder o cliente”, acredita Maria Inês. A medida começará a ser consolidada a partir de agosto. Todas as operadoras de telefonia terão até março de 2009 para se adaptar tecnologicamente e possibilitar a troca dos clientes.

Consumidor

Se a norma já estivesse em vigor, o autônomo José França, que depende do celular para desenvolver suas atividades profissionais, teria escapado com facilidade de um problema recente. Ele tem o mesmo número de telefone há sete anos, e a operadora contratada por ele passou a ter sérios problemas no funcionamento. “Eu não ligava e não recebia ligação de ninguém. Foram mais de 20 dias com este prejuízo”, lembra.

Mesmo com a possibilidade de perder o número, França conta que pensou em mudar, mas saúda a nova regra: “Vai ser uma maravilha, porque, se eu quiser mudar de operadora, não vou ter problema com meus clientes”, avaliou.

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