Vacinação

Vacinação contra febre aftosa custará R$ 20 milhões

A primeira etapa da campanha terá início no próximo dia 1º de maio e tem como meta vacinar 7 milhões de cabeças de gado em todo o estado.

O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 13h38

SÃO LUÍS - Os criadores maranhenses deverão ter um custo este ano (nas campanhas de maio e novembro) de R$ 20 milhões com a aquisição de vacinas para imunizar os rebanhos bovino e bubalino contra a febre aftosa. A primeira etapa da campanha terá início no próximo dia 1º de maio e tem como meta vacinar 7 milhões de cabeças de gado em todo o estado.

Nas duas campanhas realizadas em 2007, a Central de Selagem de Vacinas Veterinárias alocou para o Maranhão 14,459 milhões de doses de vacina contra a aftosa. Esse deverá ser o mesmo quantitativo deste ano.

O presidente da Associação dos Criadores do Estado Maranhão (Ascem), Cláudio Azevedo, disse que os pecuaristas vão fazer a sua parte, que é vacinar o rebanho. “Teremos um grande custo com a aquisição de vacina, mas que é necessário para a erradicação da febre aftosa do nosso estado”, frisou.

Status de risco

A expectativa da Ascem é que ainda este ano o Maranhão avance na classificação de médio para baixo risco (livre com vacinação), tendo em vista que está programada para agosto uma auditoria de técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Segundo Cláudio Azevedo, além do inquérito soro-epidemiológico (coleta de sangue dos animais) que será realizado durante a auditoria, os técnicos observarão se o estado dispõe de um serviço de defesa agropecuária devidamente organizado. “Essa estruturação da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged) é fundamental para que o Maranhão possa avançar para baixo risco”, afirmou.

Com relação à campanha que começará dia 1º de maio, o presidente da Aged, Sebastião Anchieta, informou que todo o estado já está mobilizado, faltando apenas definir o local de lançamento da primeira etapa da vacinação.

“Vamos trabalhar em parceria com a Associação dos Criadores, Federação da Agricultura, Igreja e associações, para que possamos atingir 100% de cobertura”, disse. Na última campanha, em novembro de 2007, o estado registrou cobertura de 92,82%.

O último caso de febre aftosa registrado no Maranhão foi em 2001, no município de Eugênio Barros. Em 2002, o estado alcançou a classificação de alto risco para a aftosa, chegando a médio risco em 2004. E agora, pode chegar a baixo risco.

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