SÃO LUÍS - A prefeita Marinalva Medeiros Sobrinho, do município de Tufilândia, indiciada pela Polícia Federal (PF) na Operação Rapina, se negou a responder ao interrogatório quando os questionamentos eram abalizados em provas documentais e/ou áudios apresentados pelo delegado Pedro Meireles Lopes, que a inquiriu ontem. Após o depoimento, ela foi transferida para o Centro de Reeducação e Reintegraçãop de Mulheres Apenadas (Crisma), no Olho d’Água, onde cumprirá a prisão temporária de cinco dias.
O depoimento de Marinalva Sobrinho começou ontem às 16h e terminou às 19h. A prefeita de Tufilândia negou a participação no esquema de desvio de verbas de convênios com o Governo Federal, por meio de licitações e prestações de contas públicas fraudulentas. Ela estava acompanhada dos advogados Moreira Serra Júnior e Antônio Júnior. Este último presenciou todo o interrogatório.
Também foram interrogados ontem pela PF a presidente da Comissão Permanente de Licitação (CPL) de Tufilândia, Sandra Maria Nunes Mendes, e Raimundo Nonato Torres, vigilante e sócio da empresa Lúmen. Tanto a prefeita quanto Sandra Mendes foram apresentadas à Polícia Federal às 23h de quarta-feira passada.
Sandra Mendes e Silvia da Assunção Cruz, detidas na tarde de quarta-feira, também foram transferidas para o Crisma. O empresário e vigilante Raimundo Nonato Torres foi encaminhado para a Penitenciária de Pedrinhas. Ele foi o primeiro a prestar depoimento, ontem, aos delegados que trabalham na Operação Rapina.
Dos nove prefeitos indiciados pela PF na Operação Rapina, Marinalva Sobrinho foi a última a ser detida. Ela deve deixar o Crisma à meia-noite de domingo (23). Os advogados da prefeita afirmaram que ainda ontem ingressaram com um pedido de revogação da prisão no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. Até o fechamento desta edição, a juíza Rosimayre de Carvalho Gonçalves não havia julgado o pedido.
Transferência
Familiares de Marinalva Freitas pediram aos agentes federais para que a prefeita não saísse algemada da sede da Superintendência da PF. Os policiais afirmaram que a algema era para garantir a integridade da acusada, mas, se a família preferisse, ela poderia ser transferida no camburão da viatura. O “xadrez” do carro da PF chegou a ser aberto pelos policiais, mas os parentes preferiram as algemas.
Segundo o advogado Moreira Serra Júnior, Marinalva Sobrinho decidiu se apresentar à PF às 21h da última quarta-feira. O advogado afirmou que ela não se entregou antes à polícia por estar com muito medo. A PF já tinha montado uma operação para prendê-la ontem. “Entramos no caso quarta-feira e mostramos a ela as implicações de permanecer foragida, mas essa decisão cabia a ela. Por volta das 22h, ela decidiu que se entregaria e fomos buscá-la numa casa aqui em São Luís. E a apresentamos à PF”, contou Serra Júnior. Marinalva Sobrinho passou a noite numa cela na sede da PF.
Ainda faltam serem presas quatro pessoas envolvidas no esquema: Maria José Silva, secretária municipal de Educação de Tufilândia; a servidora Miriam Peres de Carvalho, membro da CPL de Tuntum; e os empresários Benedito Louzeiro, sócio da empresa Educar, e Antônio Costa.
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