SÃO LUÍS - O promotor de justiça, que está respondendo temporariamente pela comarca de Santa Helena, Francisco de Assis Silva Filho, requereu vista ao Poder Judiciário para a continuidade das investigações ou oferecimento imediato de denúncia contra nove policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE), vinculados ao Comando da Polícia Militar de Pinheiro.
O inquérito policial civil instaurado, no mês de junho, pela delegacia de polícia de Santa Helena contra os policiais do GOE estava prestes a ser arquivado por falta de provas consistentes. No entanto, ao tomar conhecimento do inquérito policial militar que trata do caso, o promotor entendeu que, de acordo com os documentos do inquérito, existiam novas provas para embasar denúncia contra os PMs.
Entre outros elementos encontrados, há o indiciamento de um dos membros do GOE por abuso de autoridade. As práticas de abuso de autoridade e tortura são assuntos de competência da justiça comum. Daí, o motivo da continuidade do inquérito policial civil pela Promotoria de Justiça da comarca de Santa Helena.
Os nove policiais são suspeitos de vários crimes praticados numa ação realizada, entre os dias 23 de abril e 2 de maio, nos povoados de Faxina e Rio Caxias, pertencentes ao município de Turilândia (MA).
Depois da decisão do Poder Judiciário autorizando a continuidade do inquérito, o atual promotor de justiça de Santa Helena decidirá se oferece denúncia imediata contra os suspeitos, membros do GOE, ou se continuam as investigações para melhor embasamento da denúncia.
Saiba mais - Em meados de abril, um homem conhecido somente pelo nome de Paulo assassinou friamente a esposa, por ciúmes, no município de Santa Helena. Para escapar da justiça, refugiou-se entre os seus familiares, nos povoados de Faxina e Santo Antônio do Rio Caxias. Dias depois, ele ainda matou a tiros o delegado de Turilândia e um policial, que foram para as localidades à procura dele.
Para encontrar o suspeito, duas equipes do GOE, de Pinheiro, deslocaram-se para os povoados. Por lá, segundo relatos dos moradores, excederam-se nas buscas, além de não terem obtido sucesso na operação.
Para investigar o caso, foram instaurados dois inquéritos: um policial civil e outro policial militar. Durante o processo de investigação, as vítimas não reconheceram os policiais suspeitos de autoria dos crimes, o que forçou a Promotoria de Justiça de Santa Helena promover o arquivamento do inquérito.
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