SÃO LUÍS - O deputado estadual Paulo Neto (PSB) concedeu entrevista nesta terça-feira, no programa Rádio Patrulha, da rádio Mirante AM, onde garantiu não conhecer os sargentos Evangelista e o soldado Salgado acusados de serem os executores do ex-prefeito de Vargem Grande, Raimundo Bartolomeu Aguiar, o Bertin. Disse o parlamentar que tomou conhecimento sobre a existência dos dois através do depoimento do sobrevivente ao atentado, o Secretário de Esportes e Lazer, Sebastião Albuquerque, o Pedro Pote, na Clínica Ibirapuera, localizada no bairro do Cohatrac.
O deputado lamentou a morte de Bertim e disse que tinham uma grande amizade. Paulo Neto afirmou que o ex-prefeito ligou duas vezes antes do ocorrido e retornou a ligação uma vez. Fez um apelo para que o crime seja elucidado o mais rápido possível.
- É com muita tristeza que até agora não temos a elucidação total do crime. Temos apenas os dois militares acusados de executarem o ex-prefeito de Vargem Grande, inclusive tiveram os seus nomes citados pelo sobrevivente, durante a visita feita no hospital, à comissão de deputados. É uma pena que ainda não se sabe os nomes dos mandantes. Mas acredito em Deus, acredito na Polícia. Os mandantes, logo, logo, vão estar presos para desvendar esse mistério. Esse crime é diferente do prefeito de Buriti Bravo, João Leocádio. Foi um crime em que se tem todas as pistas. Deixaram sobrevivente, deixaram algema. Fizeram um serviço, como dizem os especialistas, muito mal feito - declarou.
Paulo Neto afirmou ser inocente da acusação de que seria o mandante da morte do ex-prefeito de Vargem Grande. Ele também defendeu o irmão Josivan Garreto Silva, o Josa, pelo envolvimento na morte de Bertin, mas confirmou que o irmão mantinha dois contratos com a Prefeitura de Vargem Grande.
- A acusação tem sido uma tortura psicológica muito grande para mim, a minha família e meus amigos. Estou sendo execrado publicamente, e por isso, espero que apareçam os verdadeiros assassinos. Quanto ao meu irmão, Josa, tinha dois contratos com a Prefeitura de Vargem Grande. Ele tinha uma empresa de coleta de lixo que operava no município. Parece que recebia entre R$ 12 mil e R$ 16 mil pela prestação de serviço. Também tinha uma empresa de transporte escolar onde recebia cerca de R$ 38 mil. Ele prestava serviço a Secretaria de Administração, onde era responsável em preparar a folha de pagamento do município. Pelo serviço recebia aproximadamente R$ 12 mil. Não seria justo pelo trabalho que desenvolvia na cidade tentar matar o Bertin - argumentou.
Questionado sobre a influência dele e do irmão nos negócios da Prefeitura de Vargem Grande, Paulo Neto declarou que visitava o município quando havia inaugurações. Comentou que apenas uma pessoa identificada por Iracema, amiga pessoal dele e teria sido Secretária de Saúde em Bom Jesus das Selvas, fazia parte da administração do ex-prefeito, assim mesmo teria sido indicada pelo próprio Bertin para o cargo de Secretária de Saúde.
- Jamais interferi na gestão do ex-prefeito Bertim. Aparecia na cidade somente em inaugurações, jamais visitei a agência do Banco do Brasil na cidade. Com relação ao meu irmão vou procurar alguém para saber se realmente ele mandava na Prefeitura de Vargem Grande. Quem mandava e movimentava as contas no Banco do Brasil era o ex-prefeito e a sua esposa que ocupava o cargo de tesoureira - ressaltou.
O prefeito negou qualquer rompimento de Bertin com o seu grupo político.
- Nós erámos amigos e tudo não passa de boatos e invenção política - definiu.
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