SÃO LUÍS - O governador José Reinaldo Tavares recebeu, em seus quatro primeiros anos de mandato (2002 a 2005), R$ 5 bilhões a mais que a ex-governador Roseana Sarney administrou em seus quatro últimos anos de gestão (1998 a 2001).
Comparando as obras dos dois períodos de governo, vê-se que o atual tem um saldo desastroso de realizações, mesmo administrando o dobro de recursos que Roseana gerenciou no mesmo período de tempo.
Administrando R$ 6.745.465.810,75 (recursos da arrecadação de ICMS, de transferências constitucionais e voluntárias do Governo Federal) entre 1998 e 2001, Roseana construiu e recuperou 2,5 mil quilômetros de estradas asfaltadas; 800 quilômetros de ruas e avenidas pavimentadas em todas as sedes de municípios; pontes, viadutos, túneis e aeroportos, em São Luís e no interior do estado.
Sem falar na conclusão da Lagoa da Jansen, na recuperação do Centro Histórico de São Luís, nos projetos Vivas em mais de 40 municípios, nos 10 centros de Capacitação Tecnológica, nas 145 escolas - com 650 salas de aula, na reconstrução e modernização da Maternidade Marly Sarney e do hospital dos servidores, nas 40 mil famílias assentadas por convênios entre Iterma e Incra e mais de 6 mil projetos do Comunidade Viva.
No mesmo espaço de tempo (2002 a 2005), e recebendo das mesmas fontes o dobro que Roseana recebeu (R$ 11.767.561.423,08), José Reinaldo desmontou o sistema educacional, sucateou a saúde, oprimiu os servidores públicos e, no setor de infra-estrutura, protagonizou o maior escândalo de corrupção já visto na história do Maranhão, ao pagar milhões de reais por estradas que nunca saíram do papel. Concretizou ainda o acordo com a Camargo Corrêa, que tirou dos cofres públicos R$ 214 milhões para pagamento de dívidas contestadas por todos os governadores anteriores.
- Essa revelação derruba a tese de José Reinaldo de que ele não teve dinheiro para administrar o estado. O que faltou foi competência e honestidade para aplicar os recursos. Ele vai ter que dizer onde foi parar esse dinheiro -, cobrou o senador João Alberto de Sousa (PMDB), um dos maiores críticos da administração José Reinaldo.
Diferença
Nos quatro anos de governo José Reinaldo, a arrecadação de ICMS foi de R$ 2.031.689.873,00 (já levando em conta a estimativa para 2005, da Secretaria do Tesouro Nacional) maior que os últimos quatro anos de Roseana. O atual governador recebeu também R$ 75.749.204,00 a mais que Roseana de transferências voluntárias do Governo Federal – recursos liberados por ministérios por meio de convênios ou empenhos de emendas parlamentares.
A diferença em favor de José Reinaldo é maior ainda quando comparadas às transferências constitucionais obrigatórias da União (recursos oriundos de impostos, Fundo de Participação, Fundef, IPI, entre outros): são R$ 2.914.656.535,00 a mais que o período 1998/2001 de Roseana. No total, José Reinaldo recebeu a mais exatos R$ 5.022.095.612,00.
Para o deputado Chico Gomes (PFL), é inexplicável a falta de obras do governo José Reinaldo. “Roseana deixou em caixa cerca de R$ 450 milhões. Destes recursos, R$ 158 milhões estavam empenhados para fazer as estradas Cujupe/Santa Helena e Porto Rico/Cedral. O governador anulou os empenhos, cancelou os contratos, as estradas nunca foram feitas e ele não explica onde foi parar todo o dinheiro”, denunciou o parlamentar.
Há ainda outro detalhe em favor de José Reinaldo: na época de Roseana, os estados ainda não tinham participação nos recursos arrecadados pela Cide (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico), exclusivos para investimentos nas estradas. José Reinaldo já recebeu R$ 65.808.642,39 nessa rubrica, mas nunca informou onde o dinheiro foi aplicado.
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