SÃO LUÍS - O governador José Reinaldo Tavares negociou a distribuição de quase R$ 110 milhões, entre os dias 1º e 30 de dezembro, em convênios das Secretarias de Infra-Estrutura, Saúde e Educação e da Caema. O dinheiro foi todo pulverizado entre um grupo de 153 prefeituras, a maioria indicada por deputados ligados à base de José Reinaldo. A maior parte dos recursos já foi depositada na conta das prefeituras. O problema é que as obras – em sua grande parte de infra-estrutura – não poderão ser realizadas agora, por causa das chuvas.
No total, o governo firmou convênio de R$ 109.861.648,26. Mas há prefeitos reclamando que não receberam nem 50% do dinheiro acertado com José Reinaldo. A lista mostra também o grau de perseguição a que José Reinaldo sujeita as prefeituras maranhenses. Municípios como Imperatriz, São José de Ribamar e Santa Inês, que não se subordinam às posições políticas de José Reinaldo, ficaram de fora do rateio de recursos, numa evidência do interesse eleitoreiro de José Reinaldo na distribuição de dinheiro.
Os convênios contemplariam obras de pavimentação, recuperação de escolas, manutenção de hospitais e construção de poços artesianos.
A proporção de divisão dos recursos também chamam atenção. Um município como Chapadinha, por exemplo, considerado pólo regional, recebeu apenas um convênio de R$ 40 mil. Proporcionalmente, significa que cada morador de Chapadinha recebeu 60 centavos. Com população três vezes menor, Cajapió - base política do sobrinho do governador, Marcelo Tavares (PSB) – recebeu nada menos que R$ 2,8 milhões, ou cerca de R$ 300,00 por habitante. Os supostos programas a serem implantados em Cajapió seriam implantação de poços, reforma de escola e pavimentação de ruas. Mas há um estranho convênio de R$ 1,266 milhão apenas para manutenção de um hospital. E apenas em dezembro.
É indecifrável também o critério do governador José Reinaldo para distribuir os recursos públicos. Ele beneficiou o minúsculo município de São João do Caru, cujo prefeito, Edinaldo Davi (PTB), após um ano de mandato, é acusado de enriquecimento meteórico e ilícito, com nada menos que R$ 944 mil. O valor é quase quatro vezes maior que a soma de todos os repasses constitucionais recebidos pelo município.
Os municípios mais beneficiados pelos convênios de José Reinaldo foram Codó, que garantiu cerca de R$ 8 milhões e Balsas, com algo em torno de R$ 5 milhões.
Saiba Mais
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.