Concluído inquérito do Caso Leocádio

Delegado encaminha relatório ao MP sem apontar o mandante da morte do prefeito de Buriti Bravo.

O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 14h43

SÃO LUÍS - O Ministério Público recebeu e já está analisando os documentos que compõem o inquérito sobre a morte de João Henrique Leocádio, prefeito de Buriti Bravo, ocorrida em 10 março deste ano.

A informação foi repassada ontem, pelo delegado Agamenon Azevedo, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O inquérito, entretanto, foi concluído sem a indicação do nome do mandante do assassinato. Foram colhidos 150 depoimentos, reunidos em 760 páginas, de uma investigação organizada por equipes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Secretaria de Segurança Pública.

Conforme o delegado Agamenon, mesmo com o inquérito já em poder do Ministério Público, novas diligências ainda acontecerão em municípios vizinhos a Buriti Bravo, no sentido de angariar mais evidências sobre o caso, que já levou à prisão preventiva duas pessoas: Antônio Marcos Alves de Sousa, o Marcão, e Itamar Costa da Silva.

As preventivas foram decretadas pelo juiz Marco Aurélio Barreto, que responde pela comarca de Buriti Bravo.

Marcão foi preso em Buriti Bravo no dia 8 de abril e Itamar, no dia 10 de maio, em Teresina, no Piauí. Ao depor na Deic, Marcão acusou Itamar de ter disparado contra João Leocádio. Itamar, por sua vez, disse que foi Marcão quem apertou o gatilho.

Acareados, ou seja, postos frente a frente, Itamar teria mudado drasticamente seu depoimento, o que levantou suspeitas sobre a verdadeira versão de quem seria o atirador.

João Leocádio foi morto com um tiro no ouvido, disparado à queima-roupa, o que levou a polícia a levantar a hipótese de suicídio. Com o

prosseguimento das investigações, a polícia chegou à conclusão de que o prefeito foi mesmo assassinado.

Apesar da possibilidade do crime ter ocorrido por encomenda, a polícia não conseguiu descobrir quem seria o mandante. Mesmo com os inúmeros depoimentos prestados, Marcão e Itamar não informaram o nome dos demais envolvidos no crime.

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