SÃO LUÍS - A Assembléia Legislativa reconheceu ontem publicamente o trabalho do senador José Sarney pela aprovação, no Senado, do projeto de empréstimo de US$ 30 milhões do Banco Mundial para o Maranhão.
Os parlamentares rejeitaram, por unanimidade, um pedido de moção que distorcia os fatos e aprovaram outro, elaborado pelo deputado Joaquim Haickel (PSB), solicitando apoio do atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na tramitação do projeto.
“O problema é que tentaram fazer um jogo, com uma moção desrespeitosa ao senador Sarney. A favor do Maranhão é a moção que eu apresentei”, frisou Haickel, ao defender na tribuna a aprovação do seu substitutivo.
Liderados pelo próprio Haickel, e pelos ex-presidentes da Casa, Manoel Ribeiro (PTB) e Carlos Alberto Milhomem (PFL), os deputados reconheceram o trabalho de Sarney em apoio ao projeto e desarmaram a tentativa dos novos aliados do governo do estado de passar para a opinião pública a idéia – que vem sendo usada pelo governador José Reinaldo Tavares – de que os senadores maranhenses estariam dificultando a aprovação do empréstimo no Senado.
Defesa
O próprio líder da bancada governista, Carlos Braide (PMDB), recomendou a aprovação do substitutivo elaborada na Comissão de Constituição e Justiça.
“Não existe nenhuma má vontade para que este empréstimo venha para o Maranhão. O problema é que senadores de outros estados fizeram emendas ao texto, criando precedentes para que possam assim proceder em um pedido de empréstimo igual para o Estado de São Paulo”, justificou Manoel Ribeiro, que esteve há cerca de um mês em Brasília, acompanhando as discussões em torno do projeto.
Até mesmo alguns parlamentares da ex-oposição – hoje ligados a José Reinaldo – votaram a favor do texto de Joaquim Haickel.
Polêmica
A discussão em torno da moção começou quando a Mesa recebeu um requerimento solicitando que a proposta fosse votada em regime de urgência, após quase três meses de tramitação na Casa. A pedido do deputado Manoel Ribeiro, a moção seria votada em votação nominal e aberta. Antes, no entanto, teve que receber o parecer da Comissão de Constituição e Justiça. Nomeado relator da proposta, Joaquim Haickel emendou o texto, transformando-o em moção de apelo a Renan Calheiros.
Na justificativa da proposta derrotada foram usadas declarações do governador José Reinaldo à imprensa alinhada ao Palácio dos Leões. Os defensores da proposta original mudaram de idéia quando Manoel Ribeiro reafirmou o empenho dos senadores maranhenses em favor do projeto.
O substitutivo apresentado por Joaquim Haickel foi aprovado por larga maioria. Até membros da bancada aliada ao Palácio dos Leões, como o pedetista Julião Amin também aprovaram o substitutivo.
A moção elaborada por Joaquim Haickel foi aprovada por 25 dos 26 deputados presentes à sessão de ontem.
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