SÃO LUÍS - O laudo com a causa da morte do prefeito de Buriti Bravo que seria divulgado hoje, acontece amanhã pela manhã. Nesta tarde, os laudios foram passados ao secretário de segurança pública, Raimundo Cutrim, pelos diretores do Instituto Médico Legal e Instituto de Criminalista.
Os exames cadavérico e de balística serão anexados ao inquérito do caso e na manhã desta quarta-feira será conhecida a causa da morte de João Leocádio.
Além dos exames - que esclarecerão se a bala que vitimou o prefeito saiu do revólver encontrado no local do crime -, outros foram feitos no corpo da vítima, a fim de identificar se houve homicídio ou suicídio. Um deles foi o exame residográfico - de recenticidade de pólvora - feito nas mãos de João Leocádio. Apesar de ainda não ter sido divulgado o resultado oficial desse exame, a polícia já sabe que o resultado foi dado como prejudicado, não tendo sido encontrados vestígios de pólvora nas mãos da vítima.
Este fato, porém, não comprovaria a tese de homicídio. O exame teria sido prejudicado por ter sido feito após a colocação de formol, que tira todos os possíveis vestígios de pólvora. Apesar dos peritos e legistas terem sido levados ao município em avião da polícia logo após o crime, esse exame só foi feito depois da higienização do cadáver.
Posição
Outro exame, cujo resultado pode ser prejudicado, é o de posição de tiro, já que o corpo da vítima teria sido retirado do local antes da chegada dos peritos criminais. A pessoa que encontrou o prefeito morto não reconheceu a posição e local mostrados em fotografias feitas por um fotógrafo da cidade.
Segundo a testemunha, que não quis ser identificada, quando do achado, a cabeça de João Leocádio estava mais para dentro do matagal, onde foi encontrado muito sangue. Os pés das vítima não estavam voltados para a estrada.
Quando os peritos chegaram ao local, o corpo estava mais para fora do matagal. A arma que teria sido encontrada sob o corpo, próximo à perna da vítima, foi entregue aos peritos pelos policiais militares que atuam no município.
As investigações feitas pela Polícia Civil, com auxílio da Polícia Federal, têm prosseguimento. A polícia tem conhecimento que, logo depois que João Leocádio saiu de sua residência, na tarde do crime, uma pessoa teria telefonado à sua procura. Quando foi informada que ele havia saído, desligou, sem identificar-se.
Outra informação já foi confirmada pela polícia foi de que o prefeito deixou todas as suas contas pessoais e de casa pagas, tendo, inclusive entregue pouco antes do episódio um cheque de R$ 10 mil ao seu motorista, em pagamento de uma dívida.
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