SÃO LUÍS - O programa Globo Repórter, da TV Globo exibiu nesta sexta-feira uma reportagem onde mostrou as experiências surpreendentes da educação criativa no país - uma verdadeira aula de esperança. Uma das experiências mostradas acontece no Maranhão.
Maranhão: Complemento alimentar
O que faz uma professora atravessar quilômetros de campos alagados para ensinar nos confins do Maranhão? “É o meu trabalho. O acesso para eles é difícil, então, a gente tem que se deslocar para chegar até eles", explica Maria das Dores Santana Lopes.
A travessia pode durar de 15 minutos até 30 minutos, dependendo da profundidade. Quanto mais água, mais fácil. Mas, quando começa a estiagem, os campos secam e é quase impossível cruzar a área", conta.
É bom para a professora e para os alunos. “É bom demais, tendo a escola aqui a gente pode até acordar mais tarde”, elogia Bruno Penha, de 12 anos.
A escola foi construída em abril pelos moradores do povoado. E professora, que tem 18 anos de experiência, vibra com a nova missão. “É muito gratificante eu conseguir passar a lição e eles conseguirem aprender”, acha Maria das Dores.
Outra lição que se aprende no local é a nutrição da mãe-natureza. O coco de babaçu sempre foi aproveitado como alimento pela comunidade; os moradores usam a casca e o caroço para fazer mingau.
A natureza foi generosa e o povoado é cercado também de bananeira. Quando os cachos eram derrubados antes do tempo, a fruta apodrecia no chão, pois ninguém sabia o que fazer com a banana verde. Agora, o cacho da banana é usado como mingau para recuperar o peso das crianças!
A receita é simples: o côco da babaçu é socado, o leite vai para uma vasilha, a banana verde é descascada, cortada em rodelas. Em seguida, leite e banana vão para a panela. Depois, é só botar no fogo e cozinhar.
“Eu via a criança sem estudar, doente, fraquinha. Eu via tudo faltar para eles e aquilo me emocionou e me fez lutar por ele, e pelos outros", relembra a líder comunitária Sandra Maria Martins.
Sandra é da região e foi preparada pela Leila Menezes, que chegou na comunidade do Pacoval por um motivo urgente: a região tem um dos mais baixos índices de desenvolvimento humano do Brasil – 95% das crianças são pobres.
“A Pastoral é uma semente que se planta. Eu acredito muito que a construção desse barracão e a mobilização da comunidade, que hoje está mais unida, é um grande fruto”, sorri Leila, líder da Pastoral.
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