Petrobrás avalia instalação de refinaria no estado em novembro

Jornal O Estado do MA.

Atualizada em 27/03/2022 às 15h13

SÃO LUÍS - Técnicos da Petrobras deverão vir a São Luís no final da primeira quinzena de novembro para avaliar o potencial do Maranhão, que ao lado de outros estados nordestinos, do Sul e do Centro-Oeste do país, está pleiteando a instalação da nova refinaria de petróleo orçada em US$ 2 bilhões e com capacidade para produzir 150 mil barris/dia de derivados, preferencialmente de óleo diesel.

Antes da visita dos técnicos, o governador José Reinaldo Tavares terá uma audiência com a diretoria da Petrobras para reforçar a importância da implantação da refinaria no estado como fator de integração e desenvolvimento regional.

Como a Petrobras já dispõe de estudos técnicos apresentados por todos os estados que pleiteiam a implantação da refinaria de petróleo, a visita dos técnicos tem a finalidade de tirar dúvidas sobre as informações contidas nas planilhas comparativas.

Segundo o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Fernando Fialho, indicado pelo governo para intermediar as negociações com a Petrobras, nesse momento a estatal está realizando análises comparativas entre os estados para poder identificar a melhor opção de instalação da refinaria de petróleo.

Fernando Fialho afirma que tecnicamente o Maranhão é o único que apresenta condições de receber a refinaria de petróleo, a exemplo de sua localização geográfica privilegiada, capaz de atender os mercados nacional e internacional, infra-estrutura de energia, água, telecomunicações, além de um sistema de rodovias, ferrovias e complexo portuário que se integram ao conjunto multi-modal de transporte do Corredor Centro-Norte.

Internamente, o Maranhão se consolidou como um estratégico centro distribuidor de derivados de petróleo, tendo como base o Porto do Itaqui. “Há um mercado natural na região Centro-Oeste que é abastecido a partir de São Luís”, ressalta Fialho.

De acordo com estudos realizados pelo Governo do Estado, entre a Bahia e Manaus existe um quadrilátero de aproximadamente 5 milhões de km², com um gigantesco vazio de produção de combustíveis sem nenhuma refinaria, que poderia ser atendido pela logística do Maranhão.

Isso significa atender a uma população de 45 milhões de habitantes, distribuídos no estados do Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, nordeste da Bahia e do próprio Maranhão.

Outro fator favorável ao Maranhão é o fato de o estado ser rota dos fornecedores de petróleo proveniente do México, Equador e da Venezuela.

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