O governador José Reinaldo Tavares pretende organizar em São Luís, ainda este ano, uma reunião de governadores de estados que estão sob a área de influência da Companhia Vale do Rio Doce.
O objetivo do governador é discutir projetos que possam ser levados ao novo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob temas comuns à relação da empresa com estes estados. “Vamos discutir propostas como a Ferrovia Norte-Sul e o Porto do Itaqui. E isso interessa à economia de todos estes estados”, disse ele.
O encontro ainda não tem data definida mas, segundo José Reinaldo, deve ocorrer entre dezembro e janeiro. O governador revelou a intenção durante gravação do programa especial “Eleições 2002”, que vai ao ar neste domingo, pela TV Mirante, após o Fantástico. O Estado acompanhou a entrevista, concedida ao repórter Sidney Pereira.
São quatro os estados que fazem parte da zona de influência da Companhia Vale do Rio Doce: Minas Gerais, Espírito Santo, Pará e Maranhão. Devem participar do encontro os governadores eleitos Aécio Neves (Minas), Paulo Hartung (Espírito Santo), Simão Jatene (Pará) e o próprio José Reinaldo, que foi reeleito no Maranhão.
NORTE-SUL - Entre os temas a serem discutidos no encontro, José Reinaldo quer debater amplamente sobre a ferrovia Norte-Sul. “A ferrovia é um instrumento indispensável, como o próprio Porto do Itaqui, para o desenvolvimento do Maranhão e de todo o país”, argumentou.
Segundo explicou José Reinaldo Tavares, a continuidade da ferrovia Norte-Sul – seu objetivo é aproximá-la, ao máximo, do município baiano de Barreiras, além reforçá-la no Tocantins e a Goiás, através de ramais – será importantíssima para valorizar o escoamento da produção destes estados, além de atrair novas indústrias para o Maranhão.
O governador afirma que, com a força da ferrovia Norte-Sul, haverá um aumento substancial no escoamento da produção de soja. “A dificuldade para implantação de uma usina de beneficiamento de soja no Maranhão é justamente a escala de produção. Com os ramais da Norte-Sul, poderão chegar até aqui produção de outros estados, o que justificaria a instalação da usina”, disse. Para o governador, o mesmo raciocínio se aplica à refinaria de minério e ferro guza.
José Reinaldo estará de volta ao Maranhão no dia 10 de novembro, quando vai dar mais detalhes sobre o encontro.
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