Mel, artesanato em fibra de buriti, bambu, coco babaçu, cipó e madeira são alguns dos produtos que o Maranhão está apresentando no I Encontro Nacional dos Participantes do Programa Nacional de Geração de Emprego e Renda do Maranhão (Pronager) que começou nesta quinta-feira e termina domingo (29) em Brasília.
Representantes de todo o Brasil estão expondo no evento os empreendimentos, produtos, serviços e tecnologias geradas por meio das ações de capacitação profissional colocadas em prática pelo Programa em áreas onde vivem grandes contingentes de pessoas pobres. O Maranhão é um dos destaques nacional.
As ações do Pronager no Maranhão são executadas pelo Governo do Estado, através da Gerência de Desenvolvimento Social (GDS), em dois bairros (Vila Maranhão e Cidade Olímpica) de São Luís e em três municípios do interior (Codó, Cantanhede e Miranda do Norte). Já treinou 4.355 pessoas, das quais 550 decidiram se unir para criar cooperativas e empresas.
Estão em Brasília pessoas que estavam desempregadas ou subempregadas e criaram empresas em áreas pobres do Maranhão por meio do Pronager e técnicos da GDS. Eles estão mostrando os produtos gerados pelas suas empresas e assistindo a palestras e oficinas sobre técnicas de produção das mercadorias.
“É um resultado que superou as expectativas”, comemora o gerente de Desenvolvimento Social, Ricardo Zenni. O Pronager-MA, na sua avaliação, “é uma alternativa de resultados práticos e positivos que, por determinação do governador José Reinaldo Tavares, está sendo implantado com sucesso em áreas onde vivem famílias mais vulneráveis a problemas como o subemprego e o desemprego”.
“O programa desenvolve ações que estimulam a geração de trabalho e renda, por meio da capacitação dos envolvidos, criando a oportunidade de negócios e disseminando o conhecimento”, explica o subgerente do Trabalho da GDS, Lúcio de Gusmão.
O Pronager é inspirado na experiência do professor baiano Clodomir Santos de Morais com as ligas camponesas de Pernambuco na década de 60. Incentiva a criação de cooperativas e empresas entre as populações de baixa renda.
As atividades começam com uma pesquisa por meio da qual os próprios moradores das áreas indicam o que querem fazer. Em seguida são feitos os treinamentos por meios de oficinas profissionalizantes, palestras e atividades práticas. Durante os cursos são criadas organizações fictícias, parecidas com cooperativas que são modeladas, dentro do processo educativo, com base nas particularidades, necessidades e potencialidades identificadas em cada bairro ou município.
Ao final estas organizações passaram a funcionar como cooperativas ou empresas
Na Vila Maranhão, por exemplo, as ações contaram com a participação da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).
Foram 613 participantes, dos quais cerca de 70 formaram cooperativas. Antes, participaram dos cursos escolhidos por eles. Hoje, estão funcionando na Vila Maranhão atividades cooperativas de artesanato, cipó em palha, carpintaria, confecção e Horticultura. A GDS está acompanhando o andamento dos trabalhos.
O senhor Paulino Paulo Costa, 63 anos, foi um dos 23 participantes do curso de horticultura na Vila Maranhão. Ele e seus amigos decidiram arrendar um terreno de 47 hectares, onde plantam alface, coentro e cebola. Vendem tudo diretamente nos mercados. “Vamos ficar aqui até a gente ter uma terra da gente mesmo”, avisa. O terreno está arrendado por um ano, por 600 reais ao mês.
“Eles tem dificuldades no começo mas, depois pegam o ritmo”, explica o coordenador técnico do Pronager-MA, Jorge Abreu Oliveira. Ele destacou o grande alcance social do trabalho e lembra a busca de soluções para os problemas que aparecem em conversas nas localidades.
Na Cidade Olímpica, uma das áreas mais carente da Ilha de São Luís, foram treinadas 1.400 pessoas, das quais 200 uniram-se em sistema de cooperativa para a produção de horticultura, confecção e artesanato. “Montamos duas cooperativas que poderão vir a ser empresas”, explica Jorge Oliveira.
Das 600 pessoas treinadas em Cantanhede, 60 formaram cooperativas de produção de mel, de peixe, de confecções e de produção de tijolos. Em Miranda do Norte as ações contaram com a presença de cerca de 700 pessoas, sendo que 70 estão tocando para frente uma cooperativa com trabalhos de horticultura, criação de galinhas e de produtos de higiene e limpeza.
Por iniciativa dos participantes surgiram as mais variadas empresas. Em Codó foi criada a cooperativa de prestação de serviços de segurança e limpeza que vem apresentando resultados muitos satisfatórios. Neste município foram criadas ainda ações voltadas para atividades nas áreas de confecções e horticultura.
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