Combate ao <i>Aedes Aegypti</i>

MP-MA recomenda medidas de controle do Aedes aegypti

Caso o imóvel esteja ocupado, casos deverão ser relatados à Procuradoria.

Imirante.com, com informações do MP-MA

Atualizada em 27/03/2022 às 11h34
A recomendação ressalta que o período chuvoso torna o ambiente propício à proliferação do mosquito.
A recomendação ressalta que o período chuvoso torna o ambiente propício à proliferação do mosquito. (Foto: Divulgação)

LAGOA DO MATO - A Promotoria de Justiça de Passagem Franca encaminhou, na última terça-feira (29), uma recomendação ao prefeito e ao secretário de Saúde do município de Lagoa do Mato (Termo Judiciário da Comarca), na qual aborda medidas necessárias ao controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, zika vírus e chikungunya.

A recomendação, baseada em vasta legislação federal e estadual de controle das doenças, ressalta que o período chuvoso torna o ambiente propício à proliferação do mosquito. No documento, o promotor de Justiça Carlos Allan da Costa Siqueira observa, também, a relação entre o zika vírus e o crescimento no número de casos de microcefalia em todo o país.

O Ministério Público recomenda que o município notifique todos os proprietários de terrenos baldios e imóveis fechados para que providenciam a limpeza imediata das áreas. Caso as medidas necessárias não sejam adotadas, a Medida Provisória n° 712/2016 permite que os agentes públicos poderão forçar a entrada nos imóveis quando verificarem que essa atuação é essencial para a contenção das doenças.

Caso o imóvel esteja ocupado e o morador não permita o ingresso dos agentes de controle de endemias, os casos deverão ser relatados à Procuradoria do município, que deverá tomar as medidas judiciais cabíveis a fim de garantir a saúde pública.

Outro ponto, citado pelo Ministério Público, é a necessidade de limpeza das vias públicas urbanas, cemitério, prédios públicos, praças e terrenos públicos, além do recolhimento de todo o lixo residencial acumulado. A prefeitura deverá realizar, também, campanhas educativas e de orientação da população sobre o tema.

No documento, a Promotoria dá prazo de 30 dias para que os gestores municipais enviem informações e a documentação relativa ao cumprimento da recomendação.

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