Nos últimos 6 meses

Imperatriz registra 6 casos de calazar humano e mais de 500 cães infectados

Vigilância em Zoonoses monitora bairros com maior incidência da doença e intensifica exames em cães na cidade.

Imirante, com informações da TV Mirante.

Atualizada em 21/05/2026 às 10h11
Segundo especialistas, o cachorro infectado não transmite diretamente a doença para as pessoas.
Segundo especialistas, o cachorro infectado não transmite diretamente a doença para as pessoas. (Foto: Reprodução/TV Integração)

IMPERATRIZ – A cidade de Imperatriz, no sul do Maranhão, registrou seis casos de leishmaniose visceral humana, conhecida popularmente como calazar. Além disso, 552 casos da doença foram diagnosticados em cães no município.

Diante do aumento de casos, equipes da Vigilância em Zoonoses intensificaram o monitoramento em bairros considerados de maior incidência da doença.

Quinze bairros estão sendo monitorados

Segundo a Vigilância em Saúde, 15 bairros de Imperatriz apresentaram maior número de registros de calazar nos últimos seis meses.

As equipes estão realizando triagens nas regiões mais afetadas, além do acompanhamento de cães de rua para tentar controlar o avanço da doença.

De acordo com o coordenador de Vigilância em Saúde, Paulo Soares, nos bairros onde houve casos humanos confirmados, as equipes também realizam exames em cães da localidade.

Doença pode causar sintomas graves em humanos

Nos seres humanos, a leishmaniose visceral é considerada uma doença sistêmica e pode causar febre prolongada, perda de peso, anemia, cansaço e aumento do fígado e do baço.

Sem tratamento adequado, a doença pode evoluir para quadros mais graves. Por isso, a orientação é procurar atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas.

Calazar não é transmitido diretamente pelo cachorro

A leishmaniose visceral não tem cura para os animais, mas possui tratamento e é considerada 100% curável em humanos quando diagnosticada precocemente.

Segundo especialistas, o cachorro infectado não transmite diretamente a doença para as pessoas. A transmissão acontece por meio da picada do mosquito transmissor.

O tutor pode optar pelo tratamento do animal ou pela eutanásia, caso o cão tenha resultado positivo nos exames.

Veterinários orientam ainda que medidas preventivas, como uso de repelentes, shampoos específicos e coleiras, ajudam a reduzir o contato do mosquito com os cães infectados.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.