MARANHÃO - Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgados no dia 10 de Setembro o desmatamento da Amazônia aumentou 29% no período de 29 de agosto de 2012 a julho de 2013. A pesquisa apontou também que as regiões desmatadas dos Estados do Maranhão e de Minas Gerais tiveram o maior aumento se comparadas a outros estados do País, totalizando 50% cada um.
Segundo a professora Olga Rosa Cabrera Garcia, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a Amazônia maranhense corresponde à região mais devastada de toda a Amazônia.
“Hoje restam apenas 20% da floresta original na área. A principal área conservada da Amazônia maranhense é a reserva biológica do Gurupi, e as terras indígenas Awá e Turiaçu, além da área dos índios Guajá na parte sul do Estado”, disse.
Além disso, a professora explicou que existe um grande passivo ambiental na Amazônia maranhense decorrente do não cumprimento da legislação por parte dos proprietários que não mantém áreas de proteção permanente (APP) e reservas legais (código florestal).
“Com isso os serviços ambientais da floresta estão muito deficitários e a região possui vários problemas de disponibilidade de água e outros problemas socioambientais”, afirmou.
A professora ressaltou também que a mobilização da sociedade e o esclarecimento sobre a importância do cumprimento da legislação é de grande importância para a preservação destas áreas devastadas, frisando que as medidas de recuperação das áreas também são necessárias.
“A garantia de proteção e manutenção da integridade da Reserva Biológica e das terras indígenas são indispensáveis, mas é importante promover atividades econômicas que contribuam para a sustentabilidade social e ambiental da região”, explicou Olga Rosa Cabrera Garcia, observando que além de informar a sociedade sobre os problemas e possíveis soluções, também é importante estimular a pesquisa científica nas diversas áreas do conhecimento, pois, segundo ela, serão as pesquisas que darão suporte às alternativas de sustentabilidade para a região da Amazônia no Maranhão.
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