IMPERATRIZ - A fuga, registrada ontem (6), na Funac, e a supelotação na Unidade de Imperatriz, que permanece com 30 internos, chamam a atenção para o crescimento do número de atos infracionais praticados por adolescentes em Imperatriz.
Só este ano, a Delegacia do Adolescente Infrator lavrou dez autos de infração, e quatro revólveres foram apreendidos com adolescentes que tentaram ou praticaram assaltos à mão armada. O problema na Funac se agrava porque a Unidade de São Luís está interditada para o recebimento de novos adolescentes, e os que cometem atos infracionais em toda a Região Tocantina estão sendo encaminhados para a Funac em Imperatriz.
"A maioria deles é reincidente. É um problema sério porque é preciso um espaço com estrutura adequada para que eles possam cumprir as medidas socioeducativas", disse o delegado Rodrigues Neto.
De acordo com o presidente do Conselho Municipal de Proteção à Criança e ao adolescente, em 2000, o Ministério Público propôs ao governo do Estado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a construção de uma Unidade em Imperatriz que atenda as necessidades de uma casa para o cumprimento de medidas dos adolescentes infratores. O juiz da Vara da Infância e Juventude, Delvan Tavares, diz que o terreno já foi disponibilizado, mas o projeto nunca saiu do papel.
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