Ministério investiga síndrome no Maranhão

De janeiro a junho deste ano, 33 casos foram considerados suspeitos.

Imirante.com

Atualizada em 27/03/2022 às 14h20

BRASÍLIA - Profissionais de vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde estão no Maranhão desde o dia 7 de junho para investigar, em parceria com as secretarias estadual e municipais de Saúde, a síndrome neurológica que ocorre no Estado. A meta é esclarecer, o mais rapidamente possível, as causas que desencadearam a doença.

De janeiro a junho deste ano, 33 casos foram considerados suspeitos. A maioria envolve homens jovens que trabalham na agricultura e consomem bebidas alcoólicas. Até agora, dez pessoas morreram e oito continuam internadas no Hospital Municipal de Imperatriz. A evolução, aparentemente, prolongada dos sintomas ainda permite diagnosticar o início de um surto.

Amostras clínicas dos pacientes estão sendo coletadas, assim como de água e bebidas. Técnicos da área de saúde também estão capturando vetores (mosquitos e carrapatos) para identificar possíveis fatores de risco e causas da doença. Todos os exames são realizados no Laboratório Central do Maranhão (Lancen/MA) e no Instituto Evandro Chagas. Dados preliminares sugerem que não existe a transmissão de pessoa para pessoa.

O ministério recomenda que profissionais de saúde da região notifiquem casos suspeitos às respectivas secretarias municipais de Saúde. São considerados suspeitos indivíduos com idade entre 14 e 50 anos, residentes nas regionais de Tocantins, Pré-Amazônica e Barra do Corda, que, a partir 1º de janeiro de 2006, tenham apresentado edema, diminuição de reflexos e da sensibilidade, podendo ou não ter reduzida a força muscular dos membros inferiores.

Com informações do Ministério da Saúde

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