BURITIRANA - Mais de dois meses depois do surgimento de três casos suspeitos de meningite com a morte de uma pessoa, o município de Buritirana, a 65km de Imperatriz, continua sem receber a vacina contra a doença prometida pelo Governo do Estado.
O quadro não se agravou porque a Prefeitura forneceu 10 doses da vacina aos familiares do lavrador Antônio José Carneiro dos Santos, de 45 anos, conhecido como Zé Cotia, que morreu dia 5 de outubro, em um hospital de Teresina (PI).
Zé Cotia apresentava os sintomas de meningite. No laudo expedido pelo hospital piauiense, houve diagnóstico de meningite.
A secretária de Finanças e primeira-dama do município, Rosimeire dos Anjos Almeida, informou ontem que a Superintendência de Vigilância Epidemiológica deixou de enviar as doses da vacina como havia prometido em outubro, alegando que em Buritirana não havia registros de qualquer caso de meningite.
“Como eles disseram que não tinha meningite aqui, não enviaram a vacina. Eles mandaram até um documento que diz que não haver caso da doença aqui, mas o laudo do hospital de Teresina atestou.
A Prefeitura comprou 10 doses da vacina para os familiares do Zé Cotia”, ressaltou a secretária.
Cada dose para adulto estava sendo comercializada a R$ 60,00 e R$ 150,00 para crianças. Rosimeire Almeida disse que devido a uma negociação uma clínica de Imperatriz acabou reduzindo o preço.
Internado
Sobre Rodrigo da Silva Medeiros, de 12 anos, a secretária disse ter tomado conhecimento que o estudante continua internado em um hospital também de Teresina (PI). Rodrigo começou a passar mal dia 19 de outubro, sendo transferido para Teresina.
Já a estudante Patrícia Gomes, que mora com os familiares no povoado Varjão dos Crentes, o maior povoado de Buritirana, foi internada na mesma época no hospital Santa Mônica, da rede particular, e recebeu alta em outubro.
Na época dos casos, o superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria de Saúde do Estado, Henrique Jorge dos Santos, informou por telefone a O Estado que os dois estudantes estavam acometidos de meningite viral, a forma mais branda da doença, cujo tratamento se dá por meio de repouso e não com vacina.
Ele disse também que enviaria vacinas aos familiares de Zé Cotia que contraiu a forma mais agressiva e letal da doença.
Uma equipe da Secretaria de Saúde do Estado esteve avaliando os casos em questão, mas a conclusão anunciada foi de ausência doença, contrariando o laudo apresentado pela família de Zé Cotia como causa de sua morte.
O fato de o Município ter comprado e distribuído vacina aos familiares de Zé Cotia teria tranqüilizado a maioria da população de Buritirana.
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