Deputado cobra ação do governo contra a violência em Imperatriz

Antônio Pereira ressalta que o Executivo reduziu os recursos para a segurança.

O Estado do Maranhão

Atualizada em 27/03/2022 às 14h32

SÃO LUÍS - Vários deputados cobraram ontem, da tribuna da Assembléia Legislativa, uma posição firme do governador José Reinaldo Tavares contra a onda de violência que assola a região de Imperatriz, onde vários crimes de encomenda foram praticados nos últimos meses.

Depois do assassinato do advogado Valdecy Ferreira da Rocha – que foi morto a tiros quarta-feira passada dentro de sua caminhonete D-20, em frente ao prédio da Prefeitura, localizado a menos de 100 metros do fórum da cidade -, a população e vários segmentos da sociedade organizada vêm promovendo uma série de atos públicos cobrando providências do governo.

O deputado Antônio Pereira foi à tribuna para cobrar do governador e até do presidente da Assembléia, João Evangelista, uma posição mais firme do Executivo e do Legislativo em relação à questão. O parlamentar responsabilizou toda a Casa, já que os recursos para o setor de segurança vêm diminuindo a cada ano e os deputados, que aprovam o Orçamento estadual, não têm se posicionado contra essa decisão do governo.

Ele lembrou que, no segundo ano do governo José Reinaldo, o helicóptero utilizado por policiais na região foi retirado de operação, e que a polícia está sucateada, com vários veículos parados para reparos em uma oficina de Imperatriz. O Instituto Médico Legal (IML), prometido por João Evangelista durante a passagem da Assembléia Itinerante pela cidade, até hoje não saiu do papel.

“A ausência do governo é que está fazendo recrudescer a pistolagem na Região Tocantina.

Nós, deputados, também temos que fazer mea culpa porque o orçamento para a segurança tem diminuído nos últimos anos. Se a violência é galopante, os recursos devem seguir o mesmo caminho”, argumentou o parlamentar.

Crimes

Antônio Pereira disse não querer encontrar culpados para a situação. Segundo ele, de 50 a 80 crimes de encomenda na região precisam ser apurados. “O grande problema é a falta de apoio das autoridades, principalmente do Executivo, que não oferece a estrutura necessária (para a segurança). O povo de Imperatriz não suporta mais a insegurança”, assinalou.

O deputado foi aparteado por vários colegas, entre os quais Hélio Soares e Domingos Dutra, que leu uma nota da executiva do PT condenando a onda de violência em Imperatriz.

“Hoje, infelizmente, vimos a segunda maior cidade do Maranhão voltar ao cenário nacional com execuções públicas à luz do dia e em plena praça pública, numa clara manifestação de que os assassinos de aluguel voltam a acreditar que podem ficar impunes.

O povo de Imperatriz não vai tolerar a volta de um ambiente de pistolagem que já estava superado e exige investigações firmes e o desmonte do sindicato do crime que voltou a operar no município”, diz a nota petista.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.