IMPERATRIZ - Preso nesta segunda-feira, em Imperatriz o empresário Jorge Luiz Macedo acusado do seqüestro do maestro Wilson Bandeira de Sousa, em 16 de março do ano passado, naquela cidade.
A vítima, que há suspeitas de estar morta, até agora não foi localizada. A prisão do empresário foi resultado das investigações realizadas pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público (GECOC) que foi designado pelo procurador-geral de Justiça, Raimundo Nonato de Carvalho Filho, para acompanhar caso.
Além da prisão de Jorge Luiz Macedo, proprietário das empresas Akifoto e Aquafoto, acusado de ser o mandante do seqüestro, o Judiciário, a pedido do Ministério Público Estadual, decretou também as prisões de Edinaldo Assis Sousa, Amós Cirqueira Santiago e do soldado da Polícia Militar James Macedo, que foram os executores do seqüestro, segundo
conclusão do grupo especial de promotores de justiça que recebeu o inquérito policial e desenvolveu as diligências complementares, elucidando o caso e identificando os seqüestradores.
O MPE espera que a partir das prisões decretadas o caso do maestro seja
totalmente elucidado.
Segundo as investigações do GECOC, Jorge Macedo mandou seqüestrar Wilson Bandeira para que ele não revelasse o caso extraconjugal do empresário com a esposa da vítima, quando ela era babá de seus filhos.
Em depoimento, várias testemunhas afirmaram saber de desavenças entre Jorge Macedo e o maestro que desconfiava ser o empresário o pai do filho da esposa da vítima.
O inquérito policial que investigava o seqüestro foi prejudicado por um habeas corpus preventivo, concedido no mês seguinte ao crime, fazendo com que Jorge Macedo, até então único indiciado, se negasse a prestar qualquer informação, reservando-se o direito de só falar em Juízo.
Foi nesse período que o grupo especial de promotores de justiça foi designado para acompanhar o caso, resultando na obtenção das
informações que autorizaram os pedidos de prisão e o oferecimento de denúncia contra o mandante e os executores do seqüestro.
Wilson Bandeira foi seqüestrado, por volta das 19h, quando trafegava em sua bicicleta na rua Ceará, com destino à residência de sua ex-esposa.
Segundo depoimento de testemunhas, ele foi abordado por Jorge Macedo, Edinaldo Assis Sousa, Amós Cirqueira e o soldado James Macedo, que ocupavam um veículo pálio verde, de propriedade de Edinaldo Assis.
Com uso de arma de fogo os seqüestradores colocaram o maestro dentro do carro e Jorge Macedo fugiu na bicicleta da vítima que desde essa época não se teve mais notícia.
O crime mobilizou a opinião pública de Imperatriz, que realizou passeatas pelas ruas da cidade quando o caso completou um ano. A imprensa e entidades da sociedade civil cobravam providências das autoridades para a elucidação do crime.
A vítima era uma pessoa muito respeitada no município como músico, educador e líder religioso.
As informações são da Assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual.
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