Aldeia Porquinhos

Exumação de indígena é realizada em aldeia de Fernando Falcão; polícia investiga suposto estupro coletivo e feminicídio

Polícia Civil realiza a exumação de indígena na Aldeia Porquinhos, em Fernando Falcão. Dois indígenas estão presos suspeitos do crime ocorrido em julho.

Imirante, com informações da PC-MA

- Atualizada em 08/09/2026 às 09h46
Polícia Civil realiza exumação de indígena em investigação sobre morte em aldeia de Fernando Falcão.
Polícia Civil realiza exumação de indígena em investigação sobre morte em aldeia de Fernando Falcão. (Foto: Divulgação/PC-MA)

FERNANDO FALCÃO - A Polícia Civil do Maranhão realiza, na manhã desta terça-feira (8), a exumação do corpo de uma indígena na Aldeia Porquinhos, no município de Fernando Falcão (MA). O procedimento faz parte das investigações que apuram as circunstâncias da morte da vítima e a possível ocorrência dos crimes de estupro coletivo e feminicídio.

A exumação de indígena em território do povo Canela busca, segundo a Polícia Civil, reunir novos elementos técnicos para auxiliar no esclarecimento do caso, ocorrido em 4 de julho de 2026, dentro do território indígena do povo Canela.

A ação é conduzida por equipes da 15ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Barra do Corda, com apoio da Perícia Oficial, por meio do Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz, e acompanhamento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) de Barra do Corda.

A Aldeia Porquinhos está situada a aproximadamente 92 quilômetros de Barra do Corda, em região cujo deslocamento terrestre demanda cerca de duas horas e meia, circunstância que exige atuação integrada das equipes envolvidas.

Dois suspeitos de estupro e morte de jovem indígena estão presos

Até o momento, dois indígenas estão presos temporariamente por determinação judicial no âmbito do inquérito. A Polícia Civil informou que a possível participação de outros envolvidos e a dinâmica completa dos fatos continuam sendo investigadas.

Polícia investiga como ocorreram as agressões que levaram à morte de jovem indígena

Segundo as investigações, a jovem, que estaria em situação de vulnerabilidade, teria sido levada pelos criminosos para o interior de uma residência da comunidade no dia 2 de julho de 2026. No local, ela teria sido submetida a uma sequência de agressões físicas e sexuais antes de morrer.

A apuração policial aponta que, durante as agressões, teriam sido utilizados garrafas de vidro, um fragmento de madeira e outros instrumentos contundentes e perfurocortantes. As circunstâncias e a participação individual de cada investigado ainda são apuradas pela Polícia Civil.

Caso foi comunicado às autoridades 12 dias depois

A morte, segundo a investigação, somente foi comunicada às autoridades 12 dias após o ocorrido. O caso é apurado como homicídio qualificado e estupro coletivo.

Ainda conforme as informações levantadas pela polícia, o corpo da jovem foi sepultado seguindo os costumes da comunidade, antes da realização de exames periciais oficiais.

O caso é apurado pela Delegacia de Polícia Civil de Fernando Falcão, vinculada à 15ª Delegacia Regional de Barra do Corda. As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias da morte.

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