Operação Habeas Votum

Vereador de Colinas passa por audiência de custódia após prisão pela PF

Gaudêncio Neto foi preso em flagrante por porte ilegal de arma durante a Operação Habeas Votum, que investiga suspeitas de coação eleitoral e outros crimes

Ipolítica

- Atualizada em 29/09/2026 às 14h14
Vereador de Colinas, Gaudêncio Neto passou por audiência de custódia após ser preso em flagrante por porte ilegal de arma pela PF.
Vereador de Colinas, Gaudêncio Neto passou por audiência de custódia após ser preso em flagrante por porte ilegal de arma pela PF. (Reprodução)

COLINAS – O vereador de Colinas e investigador da Polícia Civil Gaudêncio Correia Lima Neto passou por audiência de custódia nesta terça-feira (29), após ser preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo durante a Operação Habeas Votum, deflagrada pela Polícia Federal na segunda-feira (28).

A audiência foi realizada por videoconferência, com Gaudêncio participando a partir da sede da Polícia Federal, em São Luís. O procedimento analisou a prisão em flagrante relacionada ao porte de arma. A audiência de custódia verifica a legalidade da detenção e as medidas que podem ser adotadas pela Justiça.

Gaudêncio também está preso temporariamente por decisão judicial no âmbito da operação que investiga suspeitas de coação eleitoral, ameaça, abuso de autoridade e estupro contra uma mulher em Colinas.

Audiência ocorreu por videoconferência

A audiência foi marcada pela 1ª Vara da Comarca de São Domingos do Maranhão para as 11h desta terça-feira.

Segundo a decisão judicial, a realização por videoconferência levou em consideração o espaço reduzido do fórum local e as dificuldades para transportar o investigado da sede da Polícia Federal, em São Luís, até São Domingos do Maranhão.

O processo que trata do flagrante tem como autoridade responsável pela prisão a Polícia Federal e Gaudêncio Correia Lima Neto como flagranteado.

A análise da prisão em flagrante é independente da prisão temporária determinada no âmbito da Operação Habeas Votum.

Operação investiga coação eleitoral

A Polícia Federal prendeu Gaudêncio Neto e o delegado da Polícia Civil Wlisses Alves durante a operação, que apura suspeitas de crimes contra uma mulher em Colinas.

De acordo com a PF, a vítima e os investigados apoiavam candidatos diferentes nas eleições de 2026. A investigação apura se a mulher teria sofrido ameaças e violência sexual com o objetivo de interromper manifestações políticas feitas por ela nas redes sociais.

Gaudêncio é investigado por suspeita de coação eleitoral. Já Wlisses Alves, além da suspeita de coação eleitoral, foi denunciado por estupro, segundo a Polícia Federal.

A operação cumpriu dois mandados de prisão temporária, três de busca e apreensão em residências e dois mandados de busca pessoal. A Justiça também determinou o afastamento dos investigados das funções públicas e a suspensão do porte de armas.

Quem é Gaudêncio Neto

Gaudêncio Correia Lima Neto tem 62 anos, é investigador da Polícia Civil do Maranhão e foi eleito suplente de vereador pelo PSB em Colinas nas eleições de 2024.

O policial também disputou uma vaga na Câmara Municipal em 2016 e 2020, mas não foi eleito.

A Polícia Federal informou que a investigação continua e que a responsabilidade individual dos envolvidos será definida após a conclusão das diligências. A prisão e as suspeitas investigadas não representam, por si só, condenação.

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