Professor é preso suspeito de estuprar e engravidar aluna em Coelho Neto
Segundo a Polícia Civil, adolescente revelou o caso após descobrir a gravidez; investigado foi afastado das atividades educacionais e está preso preventivamente.
COELHO NETO – Um professor foi preso preventivamente na terça-feira (14), suspeito de estuprar e engravidar uma aluna adolescente em Coelho Neto, município localizado a cerca de 368 km de São Luís. O caso é investigado pela Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) e tramita sob sigilo para preservar a identidade da vítima.
De acordo com as investigações, o crime teria ocorrido no dia 11 de fevereiro deste ano. A polícia informou que o professor ofereceu uma carona à adolescente, afirmando que a levaria para casa. No entanto, durante o trajeto, ele teria desviado o percurso para uma área de mata às margens da MA-034, no sentido do município de Duque Bacelar, onde o estupro teria acontecido.
Com medo do professor, a adolescente preferiu não contar para a mãe o que tinha acontecido e guardou segredo, mas acabou desabafando o caso a uma amiga. Cerca de dois meses depois, ela começou a passar mal e procurou atendimento médico, e a gravidez foi confirmada. Sabendo da gestação, a amiga decidiu relatar toda a história para a mãe da adolescente que, diante da denúncia, procurou a delegacia e registrou a ocorrência.
Durante a investigação, a Justiça concedeu, em junho, uma medida protetiva de urgência em favor da adolescente. Conforme a Polícia Civil, a decisão levou em consideração indícios de que o investigado estaria coagindo testemunhas e tentando interferir no andamento das investigações.
Além da medida protetiva, a 1ª Vara Criminal de Coelho Neto determinou o afastamento do professor de qualquer atividade educacional que envolvesse crianças e adolescentes.
Ao ser informado sobre a ordem de prisão preventiva, o suspeito compareceu espontaneamente à Delegacia Regional de Coelho Neto, acompanhado por um advogado. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado para a Unidade Prisional de Caxias, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que o caso continua sendo investigado e tramita em sigilo para garantir a proteção da adolescente.
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