Prisão

PM e policial penal são presos entre suspeitos de torturarem idosa em Cidelândia

A vítima sequestrada e torturada é mãe do homem procurado pela morte de um empresário da cidade.

Imirante.com

Atualizada em 12/02/2026 às 02h44
Material apreendido com suspeitos de torturar idosa em Cidelândia.
Material apreendido com suspeitos de torturar idosa em Cidelândia. (Divulgação)

CIDELÂNDIA - Policiais do 32º Batalhão de Polícia Militar prenderam na Estrada do Arroz, rodovia que liga a zona rural de Imperatriz a Cidelândia, quatro homens fortemente armados na madrugada desta quarta-feira (11). Entre os presos, estão um policial militar lotado na patrulha rural e uma agente penitenciário de Davinópolis. 

Com os suspeitos, foram apreendidos uma escopeta, uma pistola .40, uma arma de choque, colete balístico, um revólver e munição.

As investigações apontam que os quatro homens sequestraram e torturaram uma idosa, inclusive com choque elétrico, porque estavam à procura do filho dela, Wesley Silva, de 23 anos. Wesley é suspeito de ter assassinado a tiros, no dia 7 de janeiro de 2026, o empresário Róbson Rodrigues Trajano Neto, em uma emboscada quando retornava de sua fazenda. O assassinato aconteceu na MA-125, entre Cidelândia e Vila Nova dos Martírios, na frente do filho do empresário. 

As agressões à mãe de Wesley seriam em busca de informações do paradeiro dele. A idosa foi abandonada às margens da Estrada do Arroz e reconheceu os suspeitos.

Wesley chegou a ser preso pelo assassinato do empresário, mas, por estar fora do flagrante, foi solto para responder em liberdade e fugiu. Agora, há um pedido de prisão contra ele.

Os suspeitos presos podem ser autuados por cárcere privado e tortura. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/MA) disse que o caso segue sob apuração da Polícia Civil.

Em relação ao policial militar, a SSP reitera que não compactua com condutas ilegais praticadas por seus integrantes e informa que, no âmbito interno, a Polícia Militar determinou a imediata instauração de procedimento administrativo para a rigorosa apuração dos fatos, estando o militar sujeito às penalidades previstas em lei.

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