Articulação política

Edinho Silva articula formação da base de Lula para quarto mandato

Presidente do PT conversa com dirigentes de partidos como PSD, MDB, Podemos e União Brasil para identificar pontos de convergência com a agenda do governo.

Ipolítica, com informações do G1

- Atualizada em 04/11/2026 às 17h25
Edinho Silva se reúne com dirigentes partidários para mapear convergências e discutir a formação da base do governo Lula no quarto mandato.
Edinho Silva se reúne com dirigentes partidários para mapear convergências e discutir a formação da base do governo Lula no quarto mandato. (Reprodução)

BRASIL – O presidente nacional do PT, Edinho Silva, iniciou uma rodada de conversas com dirigentes de partidos para discutir a formação da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no quarto mandato. A articulação foi solicitada pelo próprio presidente, que quer identificar quais legendas estão dispostas a integrar a nova composição política do governo.

Edinho se reúne desde a semana passada com representantes de diferentes partidos e deve concluir essa primeira rodada de conversas até o fim desta semana. Entre as siglas previstas no cronograma estão Podemos, PSD, MDB, Republicanos e União Brasil.

Segundo auxiliares de Lula, o dirigente petista recebeu a missão de mapear as agendas dos partidos e identificar pontos de convergência e divergência com as propostas do governo. Neste momento, as conversas não tratam da distribuição de cargos.

Lula quer conhecer compromissos dos partidos

A intenção do presidente é ter clareza sobre o nível de compromisso de cada legenda com a agenda do governo no quarto mandato. Lula também não pretende repetir o modelo de negociação adotado a partir de 2023, quando bancadas de um mesmo partido na Câmara e no Senado indicavam ministros diferentes.

Em uma das conversas, Edinho Silva se reuniu com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Segundo relatos, o encontro não tratou diretamente da ocupação de cargos, mas o dirigente emedebista teria se colocado à disposição para contribuir com a estabilidade política e a aprovação de pautas de consenso, especialmente na área econômica.

“Guardadas diferenças entre nossos partidos, podemos encontrar caminhos comuns para os temas nacionais, como o crescimento econômico e a geração de mais oportunidades. O MDB é o partido do diálogo. O Brasil precisa de pacificação”, afirmou Baleia Rossi em publicação nas redes sociais.

Mudanças no governo devem ser discutidas após a COP

Na semana passada, Edinho Silva afirmou à GloboNews que as conversas sobre a nova composição do governo devem ganhar ritmo após o retorno de Lula da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), prevista para ocorrer na Turquia entre os dias 9 e 20 de novembro. A participação dos chefes de Estado está prevista para os dias 11 e 12.

O presidente nacional do PT também afirmou que será necessário organizar uma transição, mesmo com a continuidade de Lula na Presidência.

Segundo Edinho, os novos ministros precisarão dialogar com os atuais titulares das pastas. Mesmo nos ministérios em que os comandantes permanecerem, poderá haver reorganização das estruturas administrativas, inclusive nos estados.

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