Política Fiscal

Governo Lula avalia cobrar IOF sobre investimentos isentos

Equipe econômica avalia tributar LCI, LCA e debêntures com IOF via decreto para elevar arrecadação e equilibrar o caixa dos investimentos do governo.

Imirante, com informações da Veja

- Atualizada em 28/10/2026 às 13h59
Lula pretende ampliar cobrança de impostos no país
Lula pretende ampliar cobrança de impostos no país (Brenno Carvalho / Agência O Globo)

BRASÍLIA - A equipe econômica do governo federal estuda aplicar o IOF sobre investimentos hoje isentos de Imposto de Renda. A medida mira ativos populares, como letras de crédito imobiliário, do agronegócio e debêntures incentivadas.

A principal vantagem avaliada nos bastidores do Palácio do Planalto é a forma de implementação. Alterar o IOF por decreto permite agilidade, pois dispensa o crivo do Congresso. Isso garante entrada em vigor imediata para os investimentos.

Motivações e impactos esperados

Do ponto de vista fiscal, a medida atende a uma dupla finalidade da administração pública. Além de incrementar o volume de arrecadação de tributos para reforçar o caixa do governo, a cobrança pretende diminuir a vantagem competitiva dos papéis privados frente aos títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional, reduzindo o custo de captação da dívida.

Contudo, a proposta enfrenta forte resistência de setores produtivos fundamentais para a economia, como a construção civil e o agronegócio. Representantes dessas áreas argumentam que qualquer perda de incentivo fiscal pode encarecer o financiamento de projetos de infraestrutura e diminuir o interesse dos investidores nas emissões de mercado.

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