PAPUDA

Daniel Vorcaro vota no segundo turno das eleições na Papuda, em Brasília

Preso preventivamente desde março, Daniel Vorcaro votou em seção eleitoral na Papuda; ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto também participou do pleito.

Ipolítica, com informações do G1

- Atualizada em 25/10/2026 às 10h05
Daniel Vorcaro vota na Papuda, em Brasília
Daniel Vorcaro vota na Papuda, em Brasília (Reprodução)

BRASÍLIA – O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, votou neste domingo (25) no segundo turno das eleições de 2026, em uma seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Preso preventivamente desde março, ele havia solicitado autorização para participar da votação.

Vorcaro está detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Para exercer o direito ao voto, o ex-banqueiro transferiu seu título de eleitor dentro do prazo permitido pela Justiça Eleitoral.

Outro investigado no caso Master, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, decidiu não votar. Ele também havia deixado de participar da votação no primeiro turno.

Ex-presidente do INSS também votou na Papuda

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, também registrou voto na unidade prisional neste domingo.

Stefanutto está preso desde novembro de 2025, quando foi alvo de uma operação relacionada às investigações sobre descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.

Presos provisórios podem votar nas eleições

A legislação eleitoral brasileira assegura o direito ao voto para pessoas que estão presas provisoriamente, desde que não tenham condenação criminal definitiva.

Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a instalação de seções eleitorais em estabelecimentos penais para permitir a participação desse público.

A regra não se aplica a pessoas condenadas criminalmente por decisão transitada em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso. Nesses casos, os direitos políticos ficam suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação.

Entre os impedidos de votar está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento relacionado à trama golpista.

Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar, chegou a ficar detido na mesma cela da Papudinha ocupada por Daniel Vorcaro.

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