Fique anteto

Suplementos alimentares não podem ser usados para tratar resistência à insulina, diz Anvisa

Divulgados e vendidos na internet, produtos sem respaldo científico colocam a saúde dos pacientes em risco e distanciam o público do tratamento adequado.

Imirante.com, com informações da Anvisa

- Atualizada em 16/10/2026 às 14h41
Suplementos alimentares não são medicamentos e não devem ser apresentados como alternativas ao tratamento médico.
Suplementos alimentares não são medicamentos e não devem ser apresentados como alternativas ao tratamento médico. (Foto: Reprodução / Anvisa)

BRASIL - Vídeos publicados nas redes sociais vêm recomendando vitaminas, minerais e suplementos alimentares, como berberina, magnésio e mio-inositol, para tratar ou controlar a resistência à insulina. No entanto, essas indicações podem colocar a saúde em risco, principalmente quando levam pessoas a substituir o acompanhamento médico pelo uso de produtos sem indicação profissional.

A resistência à insulina ocorre quando o organismo passa a responder de maneira menos eficiente à ação da insulina, hormônio responsável por ajudar a controlar os níveis de glicose no sangue. A condição pode estar associada a diferentes fatores e exige avaliação individualizada por um profissional de saúde.

Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp

Suplementos alimentares não são medicamentos e não devem ser apresentados como alternativas ao tratamento médico. Embora possam ser indicados em situações específicas, esses produtos não devem ser utilizados por conta própria com a finalidade de tratar doenças.

Suplementos não substituem tratamento da resistência à insulina

De acordo com as regras sanitárias brasileiras, suplementos alimentares têm a finalidade de complementar a alimentação, fornecendo nutrientes e outras substâncias em condições previstas pela regulamentação.

Isso significa que vitaminas, minerais e outros compostos não podem ser divulgados como produtos capazes de curar ou tratar doenças sem a devida autorização sanitária para essa finalidade.

No caso da resistência à insulina, o uso indiscriminado de suplementos pode gerar uma falsa sensação de segurança e atrasar o diagnóstico de problemas de saúde associados.

Entretanto, isso não significa que pessoas com a condição estejam impedidas de utilizar suplementos. Em determinadas situações, um profissional de saúde pode recomendar a suplementação para corrigir deficiências nutricionais.

Nesses casos, o objetivo é atender a uma necessidade nutricional específica, e não substituir o tratamento da resistência à insulina.

O que diz a Anvisa sobre suplementos alimentares?

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável por regulamentar e fiscalizar produtos sujeitos à vigilância sanitária no Brasil, incluindo alimentos, suplementos alimentares e medicamentos.

A legislação estabelece diferenças entre suplementos e medicamentos, especialmente em relação às finalidades de uso e às alegações permitidas na divulgação desses produtos.

Produtos apresentados com finalidade terapêutica precisam atender às exigências sanitárias aplicáveis aos medicamentos, incluindo as autorizações necessárias para sua comercialização.

Dessa forma, suplementos alimentares não podem ser anunciados como soluções para tratar, prevenir ou curar doenças sem a correspondente autorização regulatória.

Como deve ser feito o tratamento da resistência à insulina?

O tratamento da resistência à insulina deve considerar as características de cada paciente, as possíveis causas da condição e a presença de outras doenças associadas.

A abordagem pode envolver mudanças no estilo de vida e, quando necessário, o uso de medicamentos prescritos por profissionais habilitados.

Entre as medidas que podem fazer parte do acompanhamento estão:

Adoção de uma alimentação equilibrada;

Prática regular de atividades físicas;

Acompanhamento médico e nutricional;

Avaliação de possíveis doenças associadas;

Uso de medicamentos quando houver indicação profissional.

As medidas devem ser definidas de forma individualizada, de acordo com as necessidades de cada paciente.

Cuidados com recomendações nas redes sociais

Conteúdos que prometem resultados rápidos por meio de cápsulas, vitaminas ou fórmulas devem ser analisados com cautela, especialmente quando apresentam suplementos como substitutos de tratamentos médicos.

A divulgação de produtos sem respaldo científico pode levar ao uso inadequado de substâncias e dificultar a busca por assistência profissional.

Antes de utilizar qualquer suplemento para controlar a resistência à insulina, a orientação é procurar um profissional de saúde e verificar se as informações divulgadas têm comprovação científica.

Atenção: suplementos alimentares podem ter indicações nutricionais específicas, mas não devem substituir o diagnóstico, o acompanhamento ou o tratamento médico adequado.

 

Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.