Eleições 2026

Justiça Eleitoral determina investigação contra Ana Elisa após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal vai investigar Ana Elisa após pedido de Flávio Bolsonaro sobre post de Nossa Senhora, mas juiz nega censura a novas postagens da eleita.

Ipolítica, com informações de O Globo

- Atualizada em 15/10/2026 às 17h04
Justiça Eleitoral determina investigação contra Ana Elisa após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro por publicação sobre Nossa Senhora Aparecida.
Justiça Eleitoral determina investigação contra Ana Elisa após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro por publicação sobre Nossa Senhora Aparecida. (anaelisast/Instagram)

BRASIL – A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou a abertura de uma investigação pela Polícia Federal (PF) contra a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), após um pedido da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O caso envolve uma publicação da parlamentar nas redes sociais sobre uma suposta tentativa de bolsonaristas de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

A decisão foi assinada pelo juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis (MG), para apurar uma suspeita de divulgação de informações falsas.

A investigação foi solicitada pela equipe de Flávio Bolsonaro por meio de uma notícia-crime. Na representação, a campanha também pediu medidas cautelares para impedir novas publicações semelhantes e a preservação das provas relacionadas ao conteúdo.

O que motivou o pedido de investigação

A representação da campanha de Flávio Bolsonaro citou uma publicação de Ana Elisa nas redes sociais em que a parlamentar afirmou que “os bolsonaristas estão tentando tirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida”.

Após analisar o caso, o Ministério Público Eleitoral (MPE) considerou que havia elementos suficientes para a abertura de uma investigação.

Com base no parecer, o juiz encaminhou o caso à Polícia Federal, determinou que a plataforma X preserve os registros da publicação investigada e ordenou o envio de cópias do processo à Procuradoria-Geral Eleitoral.

O magistrado, no entanto, rejeitou o pedido para proibir a deputada eleita de fazer novas publicações relacionadas às eleições presidenciais.

Ana Elisa reage à investigação

Em resposta ao pedido, Ana Elisa publicou uma manifestação no Instagram em que destacou o número de votos recebidos e o alcance de suas redes sociais.

“Uma menina do interior de Minas que recebeu 524 mil votos e tem 4 milhões de seguidores”, escreveu a parlamentar, antes de questionar: “Por que um candidato a Presidência da República tem tanto medo do que tenho a dizer?”.

Ana Elisa foi eleita a segunda deputada federal mais votada de Minas Gerais. Na semana anterior, ela também havia afirmado que procuraria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após ser alvo, segundo ela, de notícias falsas relacionadas a supostas publicações antigas atribuídas à parlamentar.

As postagens divulgadas por parlamentares bolsonaristas incluíam frases como “odeio branco” e “tô nem aí para empreendedor”, acompanhadas, em alguns casos, de risadas e palavrões.

Deputada integra articulação digital da campanha de Lula

Na semana passada, Ana Elisa passou a integrar um grupo de jovens recém-eleitos para a Câmara dos Deputados que foi consultado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para discutir mudanças na estratégia digital antes do segundo turno da eleição presidencial.

A investigação determinada pela Justiça Eleitoral deverá apurar as circunstâncias da publicação questionada pela campanha de Flávio Bolsonaro.

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