Mobilização

Multidão ocupa Avenida Paulista em ato pela reeleição de Lula

Candidato à reeleição falou sobre o fim da escala 6x1, criticou proposta de cortes de Flávio Bolsonaro e pediu participação dos eleitores no segundo turno.

Imirante.com

- Atualizada em 11/10/2026 às 19h04
Mobilização reuniu movimentos sociais, estudantes e fãs de artistas internacionais; presidente discursou em frente ao Masp.
Mobilização reuniu movimentos sociais, estudantes e fãs de artistas internacionais; presidente discursou em frente ao Masp. (Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficia)

SÃO PAULO - Milhares de pessoas participaram, neste domingo (11), de uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato, que ocupou grande parte da via, contou com a presença do candidato, que discursou aos apoiadores e fez críticas ao adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL).

Batizada de Marcha Pela Democracia, a mobilização foi organizada por movimentos sociais e comunidades de fãs de artistas internacionais, como Lady Gaga, Beyoncé, Taylor Swift e o grupo sul-coreano BTS.

A manifestação também contou com a participação de torcidas organizadas do Palmeiras e do Corinthians, movimentos estudantis e representantes da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo.

Lula destaca votação sobre o fim da escala 6x1

Antes de participar da manifestação, Lula conversou com jornalistas e afirmou que a próxima semana será decisiva para a eleição presidencial. O presidente destacou a votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, marcada para quarta-feira (14), no Senado.

Segundo Lula, a votação permitirá que os eleitores conheçam o posicionamento do Partido Liberal (PL), legenda de Flávio Bolsonaro, sobre a redução da jornada de trabalho.

O presidente também criticou a possibilidade de adiamento da votação para depois do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Para ele, a tentativa da oposição de alterar a data seria uma forma de evitar o debate durante a campanha eleitoral.

Presidente critica proposta de cortes de Flávio Bolsonaro

Durante a entrevista, Lula voltou a questionar o plano de redução de despesas públicas anunciado por Flávio Bolsonaro, chamado de "tesouraço".

O presidente afirmou que a medida poderia atingir programas sociais e direitos da população de baixa renda. Ele comparou a proposta à política econômica adotada pelo presidente da Argentina, Javier Milei, e disse temer impactos sobre aposentados e trabalhadores.

Outro tema abordado foi a segurança pública. Lula afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública deverá avançar no Congresso Nacional nesta semana.

De acordo com o presidente, a proposta permitirá maior participação do governo federal no combate à criminalidade e prevê a criação do Ministério da Segurança Pública.

Discurso na Avenida Paulista

Em um carro de som instalado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), Lula discursou para os manifestantes e fez críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O petista mencionou a condução da pandemia de covid-19 pelo governo anterior e questionou as medidas adotadas durante a crise sanitária.

Lula também destacou ações de seus governos na área da educação e defendeu novos investimentos em tecnologia e segurança pública.

Durante o pronunciamento, o candidato afirmou que o Brasil precisa ampliar o acesso ao ensino superior e aumentar o número de profissionais com diploma universitário no mercado de trabalho.

Lula pede participação dos eleitores no segundo turno

O presidente também demonstrou preocupação com o índice de abstenção registrado no primeiro turno das eleições, que chegou a 21,08%.

Lula pediu que os eleitores compareçam às urnas no próximo dia 25 de outubro e fez um apelo especial às pessoas com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.

Segundo o candidato, a participação dos eleitores será fundamental para definir os rumos do país nos próximos anos.

Manifestações ocorreram em outras cidades

Além de São Paulo, apoiadores de Lula realizaram manifestações em diferentes regiões do Brasil neste domingo.

Em Maceió, manifestantes se reuniram na Praça Sete Coqueiros, na orla da capital alagoana. No Rio de Janeiro, houve mobilizações em Copacabana e em Icaraí, no município de Niterói.

Em Belo Horizonte, a chamada Caminhada Rosa reuniu apoiadores da candidatura petista e movimentos em defesa dos direitos das mulheres.

Também foram registrados atos em Goiânia, Salvador e Brasília. Além do apoio à reeleição de Lula, parte das manifestações defendeu o fim da escala de trabalho 6x1.

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