PGR defende tornozeleira eletrônica para ex-presidente do INSS
A PGR pediu tornozeleira eletrônica para o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, investigado por desvios de R$ 6 bilhões em operação da PF.
BRASIL – A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) substitua a prisão preventiva do ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto por outras medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Stefanutto está preso desde novembro do ano passado e foi indiciado pela Polícia Federal (PF) na Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
A manifestação da PGR será analisada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
PF aponta suspeitas contra Stefanutto
Segundo a investigação da PF, há indícios de que Stefanutto tenha cometido crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Os investigadores apontam que o ex-presidente do INSS teria utilizado os cargos que ocupou em favor do esquema e, em troca de uma suposta omissão na fiscalização, recebido propinas mensais que chegaram a R$ 250 mil.
A investigação também identificou uma rede de lavagem de dinheiro que utilizava contas de terceiros para o recebimento dos recursos. Segundo a PF, Stefanutto era identificado pelo apelido de “italiano”.
A defesa, por sua vez, afirma que o ex-presidente do INSS não praticou qualquer ato ilícito.
PGR é contra soltura de presidente da Conafer
No mesmo caso, a PGR se manifestou contra o pedido de liberdade apresentado por Carlos Lopes, presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).
Lopes ficou foragido durante as investigações e se entregou em agosto para cumprir prisão preventiva.
Embora tenha se posicionado contra a soltura, a Procuradoria defendeu que o STF solicite informações sobre as condições de saúde do presidente da Conafer e sobre a capacidade da unidade prisional de oferecer a assistência necessária.
Investigação aponta desvio de mais de R$ 6 bilhões
As investigações da Operação Sem Desconto apontam um desvio total superior a R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024.
Segundo a apuração, somente a Conafer teria realizado descontos ilegais que ultrapassam R$ 700 milhões nos benefícios de aposentados e pensionistas.
Os pedidos relacionados a Stefanutto e Carlos Lopes agora serão analisados pelo ministro André Mendonça, responsável pela relatoria da investigação no STF.
Saiba Mais
Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.