BRASIL – O PSDB decidiu liberar seus filiados e dirigentes para apoiar qualquer um dos dois candidatos à Presidência da República no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (8) pelo presidente nacional da legenda, Aécio Neves (PSDB-MG), após consulta aos diretórios do partido em todo o país.
Segundo Aécio, a maioria dos diretórios consultados se divide entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto uma minoria defende o apoio a Lula. Diante desse cenário, a Executiva Nacional decidiu não recomendar nenhuma das duas candidaturas.
“O PSDB, após consultar seus diretórios em todo o país e constatar que a maioria deles se divide entre a neutralidade e o apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais, enquanto uma pequena minoria se manifesta pelo apoio ao presidente Lula, decide, ouvida a Executiva Nacional, pela liberação dos seus membros para se manifestarem da forma que considerarem mais adequada nesse segundo turno”, afirmou Aécio.
PSDB reafirma compromisso com a democracia
Ao anunciar a decisão, o partido também afirmou que mantém seu compromisso com a democracia e declarou esperar que o vencedor das eleições conduza o país “no caminho da prosperidade, da justiça e da pacificação nacional”.
A decisão ocorre em meio à divisão entre os candidatos que ficaram fora do segundo turno. As manifestações de partidos e ex-candidatos têm variado entre neutralidade, apoio a uma das candidaturas e liberação de filiados.
PSD também decidiu pela neutralidade
O PSD, partido do ex-candidato Ronaldo Caiado, também anunciou neutralidade no segundo turno e liberou suas lideranças estaduais, parlamentares, filiados e militantes para apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro.
Caiado terminou a disputa presidencial com 2,19% dos votos e afirmou que discutiria seu posicionamento com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Zema declara apoio a Flávio Bolsonaro
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), por outro lado, declarou apoio a Flávio Bolsonaro.
Inicialmente, Zema havia afirmado que seria contrário ao PT no segundo turno. Na segunda-feira (6), porém, confirmou formalmente o voto no candidato do PL.
“Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais quatro anos de PT”, afirmou Zema.
Outros candidatos optaram pela neutralidade
Terceiro colocado na disputa presidencial, Augusto Cury (Avante) descartou apoiar qualquer um dos candidatos que avançaram ao segundo turno.
Renan Santos (Missão), que também ficou fora da segunda etapa, afirmou que não apoiará Lula ou Flávio Bolsonaro, mas liberou seus militantes para escolherem como votar.
O segundo turno das eleições presidenciais será realizado em 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Lula e Flávio Bolsonaro.
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