LULA X FLÁVIO

Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6x1: 'Quero saber como vai votar'

Lula questionou Flávio Bolsonaro e o PL sobre o voto no fim da escala 6x1. Proposta que prevê dois dias de descanso está em fase de votação no Senado.

Ipolítica, com informações do G1

- Atualizada em 07/10/2026 às 12h54
Lula pressiona Flávio Bolsonaro sobre votar fim da 6x1
Lula pressiona Flávio Bolsonaro sobre votar fim da 6x1 (Vittor Sales e Ricardo Stuckert)

BRASIL – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou nesta quarta-feira (7) uma posição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário no segundo turno da eleição presidencial, sobre o fim da escala 6x1. Em vídeo publicado nas redes sociais, Lula questionou como o senador pretende votar a proposta e qual será a orientação dada ao PL.

“Eu quero saber como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu quero saber como é que ele vai orientar o PL para votar”, afirmou o presidente.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que Lula publicou outro vídeo convocando apoiadores a irem às ruas e conversarem com eleitores na tentativa de vencer o segundo turno.

Após o resultado do primeiro turno, integrantes da campanha passaram a defender uma presença maior do presidente nas redes sociais para ampliar o alcance do petista.

Fim da escala 6x1

No vídeo, Lula defendeu a mudança da escala de seis dias de trabalho e um de descanso para cinco dias de trabalho e dois de folga.

Segundo o presidente, o fim da escala 6x1 permitirá que trabalhadores tenham mais tempo para descanso, lazer e convivência familiar.

“Por que nós queremos que o trabalhador fique dois dias em casa? Para ele descansar mais, para ele poder viver mais com a família, para passear com os filhos, para visitar os parentes, para ele poder ter um pouco de lazer na sua vida”, disse.

Lula também afirmou que a discussão sobre a proposta permitirá aos eleitores conhecer a posição dos políticos sobre o tema.

“Agora chegou a hora do povo saber a verdade. Quem é quem nesse país”, declarou.

Proposta aguarda votação no Senado

A proposta estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.

O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta ainda precisa ser submetida a dois turnos de votação no plenário do Senado.

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