BRASIL – Dados parciais da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram diferenças na participação de mulheres eleitas para o Congresso Nacional e as assembleias legislativas nas Eleições 2026. Entre os estados com resultados definidos até este domingo (4), Mato Grosso do Sul tem a maior proporção de deputadas federais, enquanto o Amapá lidera entre os Legislativos estaduais.
Na Câmara dos Deputados, quatro das oito vagas de Mato Grosso do Sul foram conquistadas por mulheres, o equivalente a 50% da bancada. No Distrito Federal e em Roraima, nenhuma mulher foi eleita para a Câmara entre os resultados já definidos.
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No Senado, o Distrito Federal foi a única unidade da federação, entre as dez consideradas na comparação, a eleger mulheres para todas as vagas em disputa. Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) conquistaram as duas cadeiras.
Já nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Amapá tem a maior participação feminina, com seis mulheres eleitas para 24 vagas, ou 25%.
Os dados ainda são parciais e consideram dez unidades da federação com resultados definidos para a Câmara e o Senado e nove para deputados estaduais ou distritais.
Mulheres na Câmara dos Deputados
Mato Grosso do Sul tem a maior proporção de mulheres entre os estados com resultados definidos. Quatro das oito cadeiras serão ocupadas por deputadas: Camila Jara (PT), Rose Modesto (União), Mara Caseiro (PL) e Isa Marcondes (Republicanos).
Amapá, Mato Grosso e Rondônia aparecem na sequência, cada um com três mulheres entre oito deputados federais eleitos, o equivalente a 37,5%.
Em números absolutos, o Rio Grande do Sul tem o maior número de deputadas entre os resultados definidos, com cinco eleitas. Como o estado possui 31 cadeiras na Câmara, a participação feminina é de 16,1%.
Veja a proporção:
- Mato Grosso do Sul: 4 de 8 vagas (50%);
- Amapá: 3 de 8 vagas (37,5%);
- Mato Grosso: 3 de 8 vagas (37,5%);
- Rondônia: 3 de 8 vagas (37,5%);
- Acre: 2 de 8 vagas (25%);
- Espírito Santo: 2 de 10 vagas (20%);
- Rio Grande do Sul: 5 de 31 vagas (16,1%);
- Tocantins: 1 de 8 vagas (12,5%);
- Distrito Federal: 0 de 8 vagas (0%);
- Roraima: 0 de 8 vagas (0%).
Entre esses estados, quatro tiveram uma mulher como a candidata mais votada para a Câmara: Socorro Neri (PP), no Acre; Coronel Fernanda (PL), em Mato Grosso; Camila Jara (PT), em Mato Grosso do Sul; e Professora Janad Valcari (PP), no Tocantins.
Distrito Federal elege duas senadoras
Na disputa pelas vagas do Senado, o Distrito Federal elegeu Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL. As duas mulheres ocuparão as vagas que estavam em disputa na unidade.
Também foram eleitas Mara Rocha (Republicanos), pelo Acre; Rayssa Furlan (Podemos), pelo Amapá; e Teresa Surita (MDB), por Roraima.
A participação feminina nas vagas disputadas ficou assim:
- Distrito Federal: 2 de 2 vagas (100%);
- Acre: 1 de 2 vagas (50%);
- Amapá: 1 de 2 vagas (50%);
- Roraima: 1 de 2 vagas (50%);
- Espírito Santo: 0 de 2 vagas;
- Mato Grosso: 0 de 2 vagas;
- Mato Grosso do Sul: 0 de 2 vagas;
- Rio Grande do Sul: 0 de 2 vagas;
- Rondônia: 0 de 2 vagas;
- Tocantins: 0 de 2 vagas.
Os percentuais consideram apenas as vagas em disputa nas eleições deste ano. Senadoras que permanecerão no cargo sem disputar a eleição não entram no cálculo.
Amapá lidera participação feminina nas assembleias
Entre as assembleias legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o Amapá tem a maior proporção de mulheres eleitas entre os resultados já definidos.
Seis mulheres ocuparão 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do estado, o equivalente a 25%.
Distrito Federal e Roraima aparecem em seguida, com cinco mulheres eleitas em cada unidade. A participação é de 20,8% dos 24 assentos.
No Espírito Santo, seis mulheres foram eleitas para a Assembleia, que possui 30 cadeiras. A proporção é de 20%.
Veja os resultados:
- Amapá: 6 de 24 vagas (25%);
- Distrito Federal: 5 de 24 vagas (20,8%);
- Roraima: 5 de 24 vagas (20,8%);
- Espírito Santo: 6 de 30 vagas (20%);
- Rondônia: 3 de 24 vagas (12,5%);
- Tocantins: 3 de 24 vagas (12,5%);
- Mato Grosso: 2 de 24 vagas (8,3%);
- Mato Grosso do Sul: 2 de 24 vagas (8,3%);
- Acre: 0 de 24 vagas (0%).
O Acre foi o único estado, entre os resultados definidos para as assembleias, que não elegeu nenhuma mulher. O estado, no entanto, elegeu duas deputadas federais e uma senadora.
Em Mato Grosso do Sul, que teve metade da bancada federal formada por mulheres, apenas duas mulheres foram eleitas para a Assembleia Legislativa, correspondente a 8,3% das 24 cadeiras.
No Espírito Santo, Camila Valadão (PSOL) foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa, com 61.501 votos.
Dados ainda podem mudar
Até o momento considerado pelo levantamento, foram eleitas 23 mulheres para 105 vagas na Câmara dos Deputados, o equivalente a 21,9%. No Senado, foram cinco mulheres entre 20 vagas em disputa, ou 25%.
Nos Legislativos estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, 32 mulheres foram eleitas para 222 cadeiras, representando 14,4%.
Como a apuração ainda não havia sido concluída em todas as unidades da federação, os números podem mudar com a definição dos demais eleitos.
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