Nunes Marques diz que congestionamento no sistema atrasou divulgação dos resultados
Nunes Marques atribui atraso no TSE a fluxo de acessos no sistema e detalha que a abstenção de 21,07% foi a maior registrada desde o ano de 1998.
BRASIL – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que um congestionamento no sistema de divulgação dos dados das eleições provocou atraso na atualização dos resultados do primeiro turno.
Segundo o ministro, o problema foi causado por um fluxo de acessos acima do normal. Os dados da votação para presidente chegaram a ficar quase uma hora sem atualização.
Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp
“Nós tivemos um atraso em relação a um congestionamento ocorrido em um desses sistemas que é o sistema de divulgação. O TSE tinha absoluto controle da situação”, afirmou Nunes Marques.
TSE descarta interferência externa
Nunes Marques afirmou que não foi identificada qualquer interferência estrangeira no processo eleitoral.
Segundo o presidente do TSE, não houve intercorrências graves durante a votação em todo o país. Ele também citou o afastamento dos riscos climáticos e afirmou que os diferentes setores da Justiça Eleitoral não registraram alertas sobre uma possível intervenção externa.
“Não tivemos uma intercorrência grave, os riscos climáticos afastados e não tivemos um alerta dos diversos setores do TSE acerca de interferência estrangeira.”
O ministro afirmou ainda que, apesar do atraso na divulgação, o sistema de votação permaneceu confiável e que os resultados foram divulgados de forma pública e segura.
Congestionamento ocorreu no sistema de divulgação
De acordo com Nunes Marques, a área de tecnologia do TSE identificou um fluxo superior ao normal como causa do congestionamento.
O presidente do tribunal afirmou que a Justiça Eleitoral possui protocolos para revisar os sistemas sempre que ocorre algum problema, já que inicialmente não é possível determinar se uma intercorrência está relacionada a outras falhas.
“Nós estamos aprendendo. Mas temos um protocolo muito seguro de revisitar todos os sistemas”, afirmou.
O ministro classificou a ocorrência como uma intercorrência natural diante da complexidade dos sistemas utilizados durante as eleições.
Abstenção chega a 21,07%
Nunes Marques também comentou o índice de abstenção nas eleições, que chegou a 21,07%.
Segundo os dados citados pelo presidente do TSE, o percentual é o maior registrado desde 1998. Naquele ano, a abstenção chegou a 21,5% do eleitorado.
Para Nunes Marques, o índice ainda é elevado, especialmente entre os eleitores que não são obrigados a comparecer às urnas.
O presidente do TSE afirmou que a Justiça Eleitoral promoveu diferentes ações para estimular a participação dos eleitores, incluindo campanhas publicitárias e iniciativas voltadas à mobilização para o comparecimento às urnas.
Ele defendeu o aperfeiçoamento dessas medidas para reduzir o percentual de abstenção no segundo turno.
“Não é o ideal, uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para a Justiça Eleitoral para que a gente consiga diminuir esse percentual num segundo tempo”, disse.
Segundo turno será em 25 de outubro
O segundo turno das eleições está marcado para 25 de outubro.
A nova votação definirá a Presidência da República e os governos estaduais nos locais onde nenhum candidato conseguiu obter mais da metade dos votos válidos no primeiro turno.
Saiba Mais
Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.