Repercussão no Judiciário

Associações de magistrados reagem a declarações de Flávio Dino sobre o Judiciário

Entidades de juízes criticam falas de Flávio Dino sobre corrupção no Judiciário após sessão tensa no STF e cobram cautela institucional.

Imirante, com informações do Metrópoles

- Atualizada em 16/09/2026 às 13h51
Flávio Dino é ministro do Supremo Tribunal Federal
Flávio Dino é ministro do Supremo Tribunal Federal (Alejandro Zambrana / STF)

BRASÍLIA - Entidades representativas de juízes manifestaram repúdio e preocupação após o ministro Flávio Dino afirmar, durante uma sessão plenária, que o país vivencia o período mais corrupto da história do Poder Judiciário. A declaração gerou forte repercussão fora dos gabinetes da Corte e motivou notas oficiais de associações regionais da magistratura.

A manifestação inicial partiu da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), que argumentou que eventuais suspeitas individuais ou crises restritas à cúpula em Brasília não podem ser projetadas de maneira generalizada sobre toda a carreira. Para a entidade, generalizações perigosas acabam penalizando injustamente servidores e juízes que atuam de forma correta em todo o país.

Repercussão e clima de tensão na Corte

No Rio Grande do Sul, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) adotou tom semelhante e criticou abertamente a extensão indiscriminada de acusações. A associação reforçou que investigações e suspeitas devem permanecer estritamente vinculadas a fatos e pessoas determinadas, preservando a idoneidade geral da instituição.

As críticas de Flávio Dino ocorrem no contexto de uma sessão considerada conturbada no Supremo Tribunal Federal, marcada por bate-bocas entre ministros, divergências sobre procedimentos de investigações e um pedido de vista que suspendeu o julgamento. Diante do desgaste público e do clima de atrito, integrantes da própria Corte expressaram consternação com o ambiente institucional.

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