Flávio Bolsonaro e PL lideram publicações com uso indevido de IA, aponta observatório
Levantamento sobre uso indevido de IA mostra Flávio Bolsonaro com 13 publicações e o PL com 28 conteúdos identificados nas redes sociais.
BRASIL – O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e o Partido Liberal lideram, entre candidatos e partidos, as publicações classificadas como uso indevido de inteligência artificial em levantamento do Observatório IA nas Eleições. O senador compartilhou 13 conteúdos, enquanto a legenda registrou 28 publicações.
O estudo, desenvolvido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, analisou 413 conteúdos políticos produzidos com inteligência artificial e publicados nas redes sociais entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026.
Quase dois em cada três conteúdos analisados não informavam o uso da tecnologia. Segundo o observatório, essa ausência de sinalização é proibida pela Justiça Eleitoral.
Dos 413 conteúdos, 250, cerca de 60%, foram classificados como sátira voltada à ridicularização de políticos. Outros 163, aproximadamente 40%, foram enquadrados como desinformação.
Flávio Bolsonaro lidera entre candidatos
A maior parte dos conteúdos de desinformação ou sem identificação do uso de inteligência artificial foi publicada por usuários anônimos.
Entre os candidatos, Flávio Bolsonaro aparece na primeira posição, com 13 publicações. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) teve dez.
Romeu Zema, ex-governador e candidato à Presidência pelo Novo, publicou cinco conteúdos. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) aparecem com três publicações cada.
Na análise por partidos, o PL registrou 28 publicações com uso considerado indevido de inteligência artificial. O PT teve quatro e o PSDB, duas.
O observatório manifestou preocupação com a circulação de conteúdos sem identificação do uso da tecnologia e apontou também a responsabilidade das plataformas digitais na rotulagem e moderação de material sintético.
Deepfakes representam 81% dos casos
O levantamento identificou que 81% dos casos envolvendo inteligência artificial manipularam imagens ou vozes de pessoas públicas, prática classificada como deepfake.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o principal alvo, com imagem ou voz alterada de forma pejorativa em 112 publicações. Flávio Bolsonaro foi alvo de 57 manipulações.
Deepfake é o conteúdo sintético produzido ou alterado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente para reproduzir ou modificar, com grau de realismo, imagem, voz ou manifestação de uma pessoa.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe o uso de deepfake nas eleições quando o conteúdo é caracterizado como propaganda eleitoral.
Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.