Decisão no Supremo

Fachin vota para manter separados os casos de Moraes e Mendonça no STF

Presidente do STF, Edson Fachin, votou nesta terça-feira (15) para não unir os processos de Alexandre de Moraes e André Mendonça sobre o Banco Master.

Ipolítica, com informações do G1

- Atualizada em 15/09/2026 às 16h07
Fachin vota para manter separados os casos de Moraes e Mendonça no STF após divergências sobre relatórios da PF no caso Banco Master.
Fachin vota para manter separados os casos de Moraes e Mendonça no STF após divergências sobre relatórios da PF no caso Banco Master. (Gustavo Moreno / STF)

BRASIL – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, votou nesta terça-feira (15) para manter separados os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça nas investigações relacionadas ao Banco Master.

Na retomada da sessão da Corte, Fachin rejeitou o questionamento apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendia o julgamento conjunto dos relatórios da Polícia Federal (PF) sobre os dois magistrados.

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Fachin também votou contra a redistribuição do relatório que trata de Alexandre de Moraes, que está sob sua relatoria. Os demais ministros ainda precisam votar a questão apresentada por Gilmar.

Com a posição do presidente do STF, o plenário mantém nesta terça-feira a análise do caso envolvendo Moraes. Já o processo relacionado às acusações feitas por Moraes contra Mendonça ficou para 23 de setembro.

Entenda a crise no STF

A tensão entre os ministros aumentou depois que André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master, levantou o sigilo de relatórios da PF.

Um dos documentos divulgados apontou a existência de 52 mensagens trocadas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, além de encontros presenciais entre os dois. O relatório também mencionou um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e Mendonça.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de deixar documentos sob sigilo. Mendonça negou e afirmou que restringiu o acesso apenas a informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

Disputa envolve provas do celular de Vorcaro

A divergência entre os ministros também alcançou o acesso às provas extraídas do celular de Daniel Vorcaro.

Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes solicitaram acesso integral ao material apreendido pela Polícia Federal. Após determinação de Zanin, a PF confirmou na segunda-feira (14) que entregou cópias do acervo digital aos três gabinetes.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favoravelmente à ampliação do acesso aos documentos.

O conflito levou Fachin a separar as análises. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes foi mantido para julgamento nesta terça-feira.

Já as acusações apresentadas por Moraes contra Mendonça serão analisadas em 23 de setembro.

Gilmar quer julgamento conjunto

O pedido para reunir os dois casos foi apresentado por Gilmar Mendes. O ministro também defendeu a redistribuição do relatório envolvendo Moraes, sob o argumento de que o Regimento Interno do STF prevê sorteio para a definição de um novo relator.

A questão de ordem apresentada por Gilmar havia sido sugerida pelo ministro Flávio Dino.

Fachin, porém, entendeu que os processos devem continuar separados e manteve consigo a relatoria do caso envolvendo Moraes.

Os demais ministros ainda votarão sobre o questionamento.

Crise provoca embates entre ministros

A sessão desta terça-feira ocorre após uma série de confrontos entre integrantes do STF.

Além da troca de acusações entre Moraes e Mendonça, Gilmar Mendes também entrou em discussão com o ministro. Gilmar afirmou haver “inequívoco viés eleitoral” na condução do caso. Mendonça respondeu que o colega estava sendo “leviano”.

O ministro Flávio Dino também divergiu de Fachin sobre o andamento da sessão. Durante a discussão, o presidente do STF reforçou que os ministros deveriam solicitar a palavra à Presidência antes de se manifestarem.

A sequência de embates aumentou a tensão dentro da Corte enquanto o plenário analisa as informações relacionadas ao caso Banco Master.

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