PESQUISA QUAEST

Sete em cada dez eleitores dizem que crise no STF não afeta voto

Pesquisa Quaest mostra que 67% afirmam que crise envolvendo o Supremo não influencia a escolha para presidente, enquanto 7% consideram mudar de candidato

Ipolítica, com informações de O Globo

- Atualizada em 14/09/2026 às 15h45
Pesquisa Quaest mostra que 67% dos eleitores dizem que crise no STF não influencia o voto para presidente nas eleições de 2026.
Pesquisa Quaest mostra que 67% dos eleitores dizem que crise no STF não influencia o voto para presidente nas eleições de 2026. (Antonio Augusto/STF)

BRASIL – A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo o escândalo do Banco Master não influencia o voto para presidente para 67% dos eleitores. Outros 22% afirmam que o cenário reforça a escolha atual, enquanto 7% dizem que consideram mudar o voto por causa do caso.

Os dados são de pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14). O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro.

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Outros 4% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pergunta.

Quem considera mudar o voto

A parcela de eleitores que afirma considerar mudar o voto por causa da crise no STF é maior entre as mulheres. Nesse grupo, 9% deram essa resposta, contra 5% entre os homens.

Por faixa etária, o percentual diminui conforme aumenta a idade. Entre eleitores de 16 a 34 anos, 8% afirmaram que o cenário pode levá-los a mudar de candidato. O índice é de 7% entre pessoas de 37 a 59 anos e de 6% entre aqueles com 60 anos ou mais.

Na divisão por identificação política, a possibilidade de mudança de voto aparece com maior frequência entre eleitores da esquerda não lulista, com 12%, e entre os independentes, com 9%.

Conhecimento sobre o caso Master

A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre o nível de conhecimento a respeito do escândalo envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o levantamento, 48% afirmam estar bem informados sobre o caso. Outros 27% dizem saber do escândalo, mas não acompanhar as notícias de forma atualizada.

Já 25% afirmam não saber sobre o caso.

A pesquisa também mediu o conhecimento dos eleitores sobre as mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Nesse caso, 73% afirmaram saber da situação, enquanto 23% disseram desconhecê-la.

Julgamento no STF

A pesquisa foi realizada em meio à crise no STF provocada pela divulgação de mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.

O plenário do Supremo inicia nesta terça-feira (15) uma sessão extraordinária para analisar se há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação contra o ministro.

As mensagens foram enviadas nas semanas que antecederam a prisão de Vorcaro e a liquidação do Banco Master. Segundo os documentos analisados pela Polícia Federal (PF), o banqueiro buscava ajuda de Moraes para tentar impedir medidas contra ele e chegou a pedir orientações sobre uma eventual saída do país.

As respostas de Moraes não aparecem nas mensagens analisadas porque o ministro utilizava o recurso de visualização única, que apaga o conteúdo depois da leitura.

Caso uma investigação seja aberta, a apuração poderá buscar esclarecer o conteúdo dessas interações por meio de depoimentos, cruzamento de informações e outras diligências.

Sigilos de investigações foram derrubados

Em meio às discussões no STF, o presidente da Corte, Edson Fachin, determinou a retirada do sigilo de investigações relacionadas ao Banco Master. A decisão foi seguida pelo ministro André Mendonça.

Entre os procedimentos que tiveram informações liberadas estão investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira, o senador Jaques Wagner e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

O material relacionado a diligências ainda em andamento e documentos cuja divulgação possa prejudicar as investigações permanece sob sigilo.

O ministro Flávio Dino também determinou, no domingo (13), a retirada do sigilo de outro processo relacionado ao caso envolvendo o filme “Dark Horse”, que apura suspeitas sobre o uso de emendas parlamentares para financiar a produção.

Pesquisa

A pesquisa Quaest foi registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-03607/2026. O levantamento tem nível de confiança de 95%.

Entre os entrevistados, 67% afirmaram que a crise no STF não influencia o voto para presidente, enquanto 22% disseram que o episódio reforça a escolha atual e 7% consideram mudar de candidato.

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