Eleições 2026

Renan Santos diz que campanha 2026 é 'a mais estranha' que já viu desde 2010

Em sabatina, Renan Santos critica apatia eleitoral e aponta que Lula e Flávio Bolsonaro evitam debates para preservar bases nas eleições de 2026.

Ipolítica, com informações do G1

Renan Santos diz que campanha de 2026 é a mais estranha desde 2010 e critica ausência de embate entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Renan Santos diz que campanha de 2026 é a mais estranha desde 2010 e critica ausência de embate entre Lula e Flávio Bolsonaro. (Reprodução)

BRASIL – O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta sexta-feira (11) que a campanha eleitoral de 2026 é “a mais estranha” que acompanha desde 2010. A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S. Paulo.

Segundo Renan, a atual disputa é marcada por uma apatia do eleitorado e pelo esvaziamento do debate entre os principais candidatos. Na avaliação dele, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro estariam evitando debates e sabatinas para preservar suas bases eleitorais até o segundo turno.

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Eu até soltei uns desabafos, sincericídios nos últimos dias, porque essa eleição [é a] mais estranha desde 2010”, afirmou.

Para o candidato, a situação é diferente da eleição de 2022, quando Lula e Jair Bolsonaro protagonizaram um confronto político intenso.

Renan critica ausência de debate

Renan Santos afirmou que os escândalos políticos teriam provocado uma espécie de anestesia no eleitorado.

Os escândalos já anestesiaram o eleitor”, disse.

Na avaliação do candidato, os polos políticos continuam existindo, mas o debate entre eles não estaria ocorrendo da mesma maneira que em eleições anteriores.

Os polos existem, mas ninguém está falando sobre eles”, declarou.

Renan também criticou a postura de Lula e Flávio Bolsonaro, afirmando que os dois estariam evitando uma exposição maior durante a campanha para preservar suas respectivas bases de apoio.

Candidato critica Moraes e Toffoli

Durante a sabatina, Renan Santos também fez críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O candidato afirmou que não reconhece a legitimidade de Moraes no Supremo e classificou como “anômala” a permanência de Toffoli na Corte.

Segundo Renan, caso seja eleito presidente, não considerará aceitáveis decisões tomadas pelos dois ministros.

Ele também classificou a atuação recente do STF como parte de um “jogo palaciano de poder”, que, em sua avaliação, estaria relacionado a interesses econômicos e aos escândalos envolvendo autoridades.

A declaração ocorreu no contexto das mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e de investigações relacionadas ao caso.

Renan comenta investigação sobre 'Dark Horse'

Questionado sobre a investigação da Polícia Federal que apura possíveis crimes relacionados ao financiamento do filme “Dark Horse”, Renan Santos afirmou considerar a situação “muito maluca”.

O candidato também comentou o suposto pedido de dinheiro feito por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para financiar a produção sobre Jair Bolsonaro.

Para Renan, Flávio Bolsonaro teria “implicações reais” no caso, como alguém que teria participado de uma troca de favores.

O candidato, porém, afirmou que ainda é necessário esclarecer qual teria sido a contrapartida envolvida. Segundo ele, as conversas de Vorcaro que vieram a público podem ajudar a esclarecer o episódio.

Renan também disse desconfiar de uma possível ligação entre o caso e decretos do governo Jair Bolsonaro relacionados ao crédito consignado e à relação dessas medidas com o Banco Master.

Impacto eleitoral das denúncias

Apesar de considerar grave a situação jurídica de Flávio Bolsonaro, Renan Santos afirmou que o episódio pode ter impacto limitado nas eleições.

Na avaliação do candidato, os eleitores de Lula e do bolsonarismo apresentam forte resistência a denúncias envolvendo seus respectivos grupos políticos.

Renan afirmou que tanto o eleitorado bolsonarista quanto o petista possuem “uma resiliência muito grande” diante de acusações contra seus candidatos.

Ao fazer uma comparação, o candidato disse que até mesmo uma situação extremamente grave envolvendo Flávio Bolsonaro poderia ser relativizada por seus apoiadores. Em seguida, afirmou que o mesmo comportamento ocorre entre eleitores de Lula.

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