JUDICIÁRIO

AGU pede suspensão de afastamento de Andrei Rodrigues da direção da PF

A Advocacia-Geral da União acionou o STF para reverter a decisão de André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues e Leandro Almada do comando da PF.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

- Atualizada em 09/09/2026 às 09h15
AGU pede suspensão de afastamento de Andrei Rodrigues da direção da PF
AGU pede suspensão de afastamento de Andrei Rodrigues da direção da PF ( Foto: Reprodução)

BRASÍLIA  –A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a suspensão imediata da decisão que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). A medida havia sido determinada em caráter liminar pelo ministro André Mendonça.

A AGU também solicitou o retorno do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada, ao cargo. Os dois afastamentos ocorreram após decisão de Mendonça, que atendeu a um pedido do partido Novo.

Pedido da AGU ao STF

No pedido encaminhado a Fachin, a Advocacia-Geral da União argumentou que a decisão de afastamento interfere em uma prerrogativa constitucional do presidente da República para nomear e retirar ocupantes de cargos de direção da Polícia Federal.

O órgão afirmou ainda que a saída imediata do diretor-geral da PF pode comprometer o funcionamento das atividades de polícia judiciária e causar desorganização institucional.

Segundo a AGU, a decisão de Mendonça ocorreu após Fachin assumir a análise do conjunto de fatos relacionados à produção e divulgação de relatórios de inteligência da Polícia Federal.

Relatórios e investigação no STF

No dia 3 de setembro, o ministro Alexandre de Moraes utilizou um relatório da PF como base para incluir André Mendonça no inquérito das Fake News. O documento apontava suspeitas de condutas classificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a grupos políticos.

Após isso, Fachin determinou que informações sobre Mendonça no inquérito relatado por Moraes fossem encaminhadas a ele e deu prazo de cinco dias para manifestação do ministro.

Em nota, a AGU afirmou que o procedimento delimitou pontos de investigação e concedeu prazo para manifestação das autoridades, incluindo os diretores da PF afastados.

Relatórios da Operação Compliance Zero

Na semana anterior, André Mendonça havia retirado o sigilo de relatórios de investigação da Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo o Banco Master.

Os documentos reuniam mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de envolvimento em fraudes financeiras e corrupção de agentes públicos.

As menções ao ministro Alexandre de Moraes foram reunidas em relatório produzido a pedido de Mendonça.

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