BRASÍLIA – O Senado aprovou, nesta terça-feira (1º), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), de 49 anos, para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A votação terminou com 63 votos favoráveis e quatro contrários.
Após a aprovação pelos senadores, o nome de Rodrigo Pacheco segue agora para análise da Câmara dos Deputados, com votação prevista para esta quarta-feira (2). Caso seja aprovado, o ex-presidente do Senado assumirá a vaga aberta após a saída antecipada do ministro Bruno Dantas.
Dantas renunciou ao cargo nesta segunda-feira (31), em ofício enviado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho. Em nota e vídeo divulgados após a decisão, afirmou que deixou o tribunal para se dedicar a “novos projetos”.
Análise da indicação de Rodrigo Pacheco para o TCU
A indicação de Rodrigo Pacheco foi assinada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e por outros 19 senadores, entre eles a líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), e o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN).
Antes da votação, o Senado aprovou um requerimento de urgência para que a indicação fosse analisada diretamente no plenário, sem passar pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Após a aprovação da urgência, Davi Alcolumbre indicou Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da CAE, como relator da indicação.
Durante a sessão, o senador Otto Alencar (PSD-BA) defendeu a aprovação do nome de Pacheco e destacou sua atuação durante o período em que presidiu o Senado.
Trajetória do senador Rodrigo Pacheco
Rodrigo Otávio Soares Pacheco é advogado e formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Ele iniciou a carreira política como deputado federal por Minas Gerais antes de ser eleito senador nas eleições de 2018.
No Senado, assumiu a presidência da Casa em fevereiro de 2021 e foi reeleito para o biênio seguinte.
Antes de chegar ao PSB, Pacheco passou por outras legendas, como MDB e DEM, além do PSD. Ao longo da trajetória política, teve o nome citado para disputar cargos no Executivo, mas confirmou desistência da disputa pelo governo de Minas Gerais.
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