Eleições 2026

“Respeite minha dor”, diz Raquel Lyra após cartazes citarem morte do marido

Raquel Lyra repudiou cartazes que citam a morte do marido, Fernando Lucena, e pediu respeito à família durante a campanha em Pernambuco.

Ipolítica

- Atualizada em 30/08/2026 às 22h48
Raquel Lyra repudiou cartazes no Recife que fazem referência à morte do marido, Fernando Lucena, e pediu respeito à família.
Raquel Lyra repudiou cartazes no Recife que fazem referência à morte do marido, Fernando Lucena, e pediu respeito à família. (Karol Rodrigues/DP Foto)

RECIFE – A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), repudiou neste domingo (30) cartazes apócrifos espalhados pelo Recife com referências à morte de seu marido, o empresário Fernando Lucena.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Raquel afirmou ter visto imagens do material quando saía para uma agenda de campanha na Zona da Mata Sul de Pernambuco. A governadora classificou o episódio como uma demonstração de crueldade e pediu respeito à família, aos filhos e à memória do marido.

“Respeite minha família, respeite meus filhos, respeite quem não está mais aqui, respeite minha dor”, afirmou.

Fernando Lucena morreu em 2022, aos 44 anos, na véspera do primeiro turno das eleições daquele ano, após sofrer um infarto.

Adversários repudiam cartazes

João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco e principal adversário de Raquel na disputa, também repudiou o material. Em vídeo, classificou os cartazes como um “completo absurdo” e afirmou que acionará a Justiça contra tentativas de associar a prática a ele ou à sua candidatura.

Campos lembrou que também perdeu um familiar durante uma campanha eleitoral. Seu pai, Eduardo Campos, morreu durante a disputa presidencial de 2014.

O candidato defendeu que a Justiça Eleitoral identifique quem produziu, financiou e distribuiu os cartazes e responsabilize os envolvidos.

Ivan Moraes (PSOL), também candidato ao governo, cobrou investigação e responsabilização dos autores. Os candidatos ao Senado Túlio Gadelha (PSD) e Mendonça Filho (PL), aliados de Raquel, também se solidarizaram com a governadora.

Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, também manifestou solidariedade a Raquel, aos filhos e aos demais familiares.

Disputa envolve acusações sobre atuação digital

O episódio ocorre em meio a trocas de acusações entre Raquel Lyra e João Campos sobre supostos “gabinetes do ódio” utilizados durante a campanha para atacar adversários nas redes sociais.

O tema ganhou repercussão após a TV Record divulgar um suposto esquema envolvendo Amisadai Andrade da Silva, então servidor comissionado do governo de Pernambuco. Segundo a reportagem, ele foi gravado afirmando que havia sido contratado para produzir publicações destinadas a enfraquecer politicamente João Campos.

Amisadai foi exonerado após a divulgação do caso. Segundo a emissora, o episódio estaria sendo apurado pela Polícia Federal.

O governo de Pernambuco nega as acusações.

TRE-PE determinou retirada de publicações

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a retirada de vídeos que associavam Raquel Lyra ao suposto esquema contra João Campos.

A decisão estabeleceu prazo de 24 horas para que publicações feitas por quatro perfis no Instagram fossem removidas. As postagens já foram retiradas do ar.

Segundo a liminar do desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, os conteúdos apresentavam como comprovadas suspeitas levantadas pela reportagem e utilizavam trechos acompanhados de legendas que descontextualizavam as informações.

A decisão também determinou que a Meta forneça dados cadastrais e registros de conexão para ajudar na identificação dos responsáveis pelos quatro perfis.

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