caso Master

PF pede mais 60 dias para concluir investigação sobre caso Master

Polícia Federal quer ouvir diretores do BRB e realizar novas diligências no inquérito que apura operações de R$ 12,2 bilhões.

Ipolítica, com informações de O Globo

PF pediu mais 60 dias para concluir investigação sobre o caso Master e pretende ouvir diretores do BRB envolvidos nas operações com o banco.
PF pediu mais 60 dias para concluir investigação sobre o caso Master e pretende ouvir diretores do BRB envolvidos nas operações com o banco. (Reprodução)

BRASIL – A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais 60 dias para concluir a investigação sobre as operações realizadas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). O pedido está com o ministro André Mendonça, relator do caso, e a expectativa é que o prazo seja prorrogado.

Segundo a PF, novas diligências precisam ser realizadas no inquérito, incluindo depoimentos de diretores do BRB que participaram da aprovação de operações financeiras envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

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A investigação apura a compra de carteiras de crédito do Master pelo BRB e suspeitas de irregularidades nas transações. A PF afirma ter identificado indícios envolvendo outros integrantes da diretoria do banco público.

Operações de R$ 12,2 bilhões

O inquérito foi instaurado a partir de documentos encaminhados pelo Banco Central (BC) e já resultou na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

De acordo com a investigação, operações realizadas entre o BRB e o Banco Master movimentaram R$ 12,2 bilhões entre janeiro e maio de 2025.

A PF aponta suspeitas de que as transações tenham sido utilizadas para dar fôlego financeiro ao Master enquanto o Banco Central analisava a proposta de aquisição da instituição pelo BRB.

Em março deste ano, o BRB apresentou uma proposta para comprar o Banco Master por R$ 2 bilhões. A operação, no entanto, foi rejeitada pelo Banco Central.

Enquanto aguardava a análise do negócio, o Master negociou com o BRB a venda de carteiras de crédito, em uma operação que permitiu à instituição captar recursos.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o Master teria adquirido carteiras de crédito de uma empresa administrada por um ex-funcionário sem realizar o pagamento e, posteriormente, revendido os títulos ao BRB, recebendo os valores de forma imediata.

Prisão de ex-presidente do BRB

Paulo Henrique Costa foi preso em abril deste ano durante uma operação que também teve como alvo o advogado Daniel Monteiro, apontado como homem de confiança de Daniel Vorcaro.

A investigação identificou a aquisição e o repasse de seis apartamentos de luxo ao ex-dirigente do BRB. Os imóveis foram avaliados em R$ 146,5 milhões e, segundo a decisão que autorizou a operação, a PF tratou as aquisições como possível pagamento de propina.

Costa comandou a compra das carteiras de crédito do Master, avaliadas em R$ 12,2 bilhões e apontadas pelas autoridades como ativos problemáticos. A operação teria causado prejuízos ao BRB.

O executivo também estava à frente da tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, posteriormente rejeitada pelo Banco Central.

Investigação sobre Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro é apontado como um dos principais alvos da investigação. O banqueiro negocia um acordo de delação premiada, segundo informações do caso.

Daniel Monteiro, por sua vez, é apontado pelos investigadores como operador jurídico e financeiro de Vorcaro. Segundo a PF, ele teria atuado na administração de fundos e contas utilizados para movimentação de recursos e supostos pagamentos indevidos a autoridades.

Os investigados negam irregularidades.

Com a solicitação de mais 60 dias, a Polícia Federal pretende concluir novas diligências antes de apresentar os próximos resultados da investigação ao Supremo Tribunal Federal.

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