Soberania Nacional

Lula defende enriquecimento de urânio para fins pacíficos e diz que Brasil não pode abaixar a cabeça

Presidente afirmou que Brasil precisa investir em tecnologia nuclear e concluir submarino de propulsão nuclear para ampliar a soberania nacional.

Imirante, com informações do G1

- Atualizada em 19/08/2026 às 14h45
Lula defende investimentos em enriquecimento de urânio e na conclusão do submarino nuclear brasileiro durante visita a centro da Marinha em SP.
Lula defende investimentos em enriquecimento de urânio e na conclusão do submarino nuclear brasileiro durante visita a centro da Marinha em SP. (Ricardo Stuckert / PR)

BRASIL – Durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP), nesta quarta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu investimentos estratégicos em tecnologia nuclear, focados no enriquecimento de urânio para fins pacíficos e na conclusão do projeto do submarino de propulsão nuclear. As declarações foram dadas durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó, no interior de São Paulo.

Ao defender que o Brasil fortaleça sua soberania e competitividade internacional, Lula enfatizou que o desenvolvimento da tecnologia nuclear, especialmente o enriquecimento de urânio, é o caminho para que o país deixe de manter uma postura de submissão. Segundo o presidente, o país não deve manter uma postura de submissão diante de outras nações.

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Soberania não é só discurso. É estar preparado pra eles saberem que podemos dizer não, que podemos competir, o que não pode é ser cabeça baixa vida inteira”, afirmou.

Durante a visita, Lula conheceu o Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Marinha. O presidente defendeu a criação de uma previsão orçamentária específica para garantir a continuidade do projeto do submarino nuclear, que está em desenvolvimento desde 2007.

Segundo Lula, o investimento também está relacionado à formação de mão de obra qualificada e ao desenvolvimento de tecnologias que podem ser utilizadas em diferentes áreas.

Uma coisa dessa não pode ficar à mercê da volatilidade do nosso orçamento. Se a gente quer submarino de verdade, se é importante pra soberania nacional, para o Brasil ser respeitado no mundo, a gente tem que dar continuidade”, declarou.

Enriquecimento de urânio

Lula também defendeu que o Brasil amplie a capacidade de enriquecimento de urânio para utilização em atividades pacíficas, como geração de energia, e afirmou que o país poderia futuramente exportar o material para outras nações.

O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia pra dar e pra vender, para que a gente possa enriquecer urânio para fins pacíficos como está na nossa Constituição e pra vender para o mundo”, disse.

O presidente destacou que o domínio da tecnologia nuclear pode representar uma oportunidade para o desenvolvimento científico e econômico do país.

O que diz a Constituição

A Constituição Federal determina que as atividades nucleares desenvolvidas no Brasil devem ter finalidade pacífica e estabelece o monopólio da União sobre determinadas atividades relacionadas ao setor, incluindo o enriquecimento e o reprocessamento de materiais nucleares.

A utilização e a comercialização de materiais nucleares também estão submetidas às regras e aos controles previstos na legislação brasileira e aos órgãos responsáveis pela área.

Submarino nuclear

O projeto do submarino de propulsão nuclear brasileiro é desenvolvido pela Marinha e está em andamento desde 2007. Durante a visita a Aramar, Lula afirmou que a conclusão da embarcação é estratégica para o país.

Para o presidente, a continuidade do projeto exige planejamento orçamentário de longo prazo, independentemente das oscilações anuais dos recursos públicos.

Lula estava acompanhado dos ministros da Defesa, José Múcio, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Defesa da soberania nacional

A defesa da soberania nacional tem sido um tema recorrente nos discursos recentes de Lula, enfatizando a autonomia do Brasil na tomada de decisões e em negociações globais.

Durante o discurso em Iperó, Lula voltou a defender que o país esteja preparado para dialogar e competir internacionalmente sem abrir mão de seus interesses.

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