Segurança pública domina discursos no primeiro dia de campanha
Lula, Flávio e outros candidatos abriram a campanha focados na segurança publica. Veja as propostas para combater o crime organizado no Brasil.
BRASIL – A segurança pública foi o principal tema dos candidatos à Presidência da República no primeiro dia oficial de campanha, realizado neste domingo (16). Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) participaram de atos em diferentes regiões do país e apresentaram propostas relacionadas ao combate ao crime organizado.
Embora tenham adotado estratégias e discursos distintos, os cinco candidatos deram destaque ao enfrentamento das facções criminosas e à adoção de medidas mais rígidas na área de segurança pública.
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Lula promete criar Ministério da Segurança Pública
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou a campanha pela reeleição na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), local marcado por mobilizações sindicais históricas.
Durante o discurso, Lula apresentou a segurança pública como uma das prioridades de sua campanha e prometeu criar um Ministério da Segurança Pública.
Segundo o presidente, a nova pasta teria a função de dividir responsabilidades entre União, estados e municípios no combate às organizações criminosas.
Lula também afirmou que pretende ampliar o enfrentamento às facções e prender criminosos que se consideram "donos" de favelas e bairros pobres.
O petista comparou os resultados de seu governo com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou ter apreendido R$ 35 bilhões do crime organizado, contra R$ 1 bilhão durante o governo anterior.
Além da segurança, Lula defendeu investimentos em educação e indústria e fez acenos a mulheres e evangélicos.
Flávio Bolsonaro defende endurecimento contra criminosos
Em Copacabana, no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL) iniciou sua campanha em cima de um trio elétrico e colocou a segurança pública no centro do discurso.
O candidato defendeu que organizações como PCC, Comando Vermelho e milícias sejam classificadas como terroristas e propôs o endurecimento das medidas contra criminosos.
Flávio também voltou a defender:
- redução da maioridade penal;
- castração química para condenados por estupro;
- combate às organizações criminosas;
- redução de impostos e da burocracia;
- estímulo à geração de empregos.
Na política externa, afirmou que pretende negociar com diferentes potências, citando Estados Unidos, China, Israel, Índia e Argentina.
Zema promete "superpresídio" para líderes de facções
Romeu Zema abriu oficialmente sua campanha em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais. Depois de participar de uma missa, o candidato caminhou até o mercado municipal da cidade.
A segurança pública também foi um dos principais assuntos do discurso do candidato do Novo.
Zema focou seu discurso na segurança publica ao prometer a construção de um superpresídio exclusivo para líderes de facções, criticando a impunidade no país.
"O problema do Brasil é que bandido fica solto", afirmou.
O candidato também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e disse acreditar que a direita estará unida no segundo turno.
Caiado apresenta modelo de segurança de Goiás
Ronaldo Caiado iniciou a campanha percorrendo cidades do Entorno do Distrito Federal. Em uma carreata, passou por Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia.
A estratégia teve como objetivo apresentar ao eleitorado nacional o modelo de segurança pública que o candidato atribui à sua gestão em Goiás.
Caiado defendeu a ampliação para o restante do país das medidas de combate ao crime adotadas durante seu governo estadual.
O candidato tenta se posicionar como uma alternativa de direita, com foco no enfrentamento às organizações criminosas e experiência administrativa.
Renan Santos faz discurso de confronto ao crime
Renan Santos iniciou a campanha no Largo São Francisco, no centro de São Paulo, em um ato marcado por um discurso mais duro sobre segurança pública.
O candidato do Missão apareceu usando um colete à prova de balas e utilizou a expressão "prendeu, matou" como uma das palavras de ordem do evento.
Renan defendeu uma política de enfrentamento às facções criminosas e citou PCC e Comando Vermelho.
O candidato afirmou ainda que pretende transformar o combate ao crime organizado em uma das prioridades de seu eventual governo.
Segurança pública ganha espaço na disputa presidencial
A presença da segurança pública nos primeiros atos dos cinco candidatos evidencia o peso do tema na disputa presidencial de 2026.
As propostas apresentadas variaram entre a criação de uma nova estrutura federal para coordenar o combate ao crime, como defendido por Lula, e medidas de endurecimento penal e enfrentamento direto às facções, presentes nos discursos de Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado e Renan Santos.
A segurança, portanto, aparece como uma das principais áreas de disputa entre os candidatos já no início oficial da corrida pela Presidência.
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