BRASÍLIA - A companheira de um magistrado que ganhou repercussão nacional após consumir bebida alcoólica e fumar durante uma sessão de julgamento virtual registrou denúncias graves de intimidação e coação. O caso veio a público após investigações apontarem que a mulher buscou auxílio especializado na rede de proteção às mulheres, relatando episódios de violência psicológica e advertências intimidadas por parte do parceiro.
De acordo com os registros oficiais apurados pelas autoridades policiais, o pedido de amparo legal foi protocolado meses antes do escândalo da audiência online. No depoimento prestado à época, a vítima detalhou que o oficial de justiça teria feito advertências severas, incluindo investidas contra o patrimônio da família dela, além de estipular prazos unilaterais para que desocupasse a residência compartilhada pelo casal.
Desdobramentos institucionais e afastamento
A revelação da medida protetiva ocorre logo após as instâncias superiores do Poder Judiciário decretarem a suspensão cautelar das funções do magistrado. O episódio que motivou a sanção inicial ocorreu em um núcleo especializado de atendimento cível e de família, quando o comportamento inadequado do juiz durante a transmissão ao vivo foi notado por colegas e partes envolvidas, paralisando imediatamente os trabalhos.
Diante da repercussão dos fatos, corregedorias e órgãos de controle disciplinar intensificaram as apurações sobre a conduta do servidor público, bloqueando acessos a sistemas institucionais e determinando a redistribuição dos processos sob sua responsabilidade. Até o momento, a defesa técnica do acusado não apresentou posicionamento formal acerca das acusações relacionadas às medidas protetivas.
Saiba Mais
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp.