BRASIL – A senadora Tereza Cristina (PP-MS) descartou integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidata a vice-presidente. A decisão foi comunicada nesta terça-feira (21), durante uma reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em Brasília. Com a negativa, o partido segue sem definir quem ocupará a vice na candidatura que será oficializada na convenção nacional marcada para sábado (25).
Segundo Valdemar, a ex-ministra da Agricultura informou que continuará concentrada em seu projeto político de disputar a Presidência do Senado em 2027 e, por isso, não pretende participar da corrida ao Palácio do Planalto.
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Ao jornal O Globo, o dirigente confirmou o encontro e afirmou que Tereza Cristina não fará parte da chapa presidencial.
PL segue sem definir vice de Flávio Bolsonaro
A recusa acontece a poucos dias da convenção nacional do PL. Apesar da proximidade do evento, a tendência é que Flávio Bolsonaro tenha a candidatura oficializada sem um candidato a vice, já que as negociações com partidos aliados ainda não chegaram a um consenso.
Nos bastidores, Tereza Cristina era considerada por Valdemar Costa Neto como uma das principais opções para a composição da chapa. A avaliação era de que a senadora reunia características estratégicas para a campanha, como:
- Boa interlocução com partidos do Centrão;
- Forte ligação com o agronegócio;
- Baixa rejeição entre o eleitorado;
- Potencial para ampliar o apoio entre mulheres e eleitores moderados.
Esta não foi a primeira tentativa do presidente do PL de convencer a parlamentar. Desde o início das articulações para as eleições presidenciais, Valdemar vinha defendendo o nome de Tereza Cristina para ocupar a vice, mas recebeu a mesma resposta em todas as conversas.
Daniella Marques continua entre as alternativas
Com a negativa da senadora, o PL mantém as negociações em torno de outros nomes. A principal alternativa continua sendo Daniella Marques, filiada ao Republicanos.
No entanto, a indicação depende do avanço das negociações entre PL e Republicanos, que ainda discutem acordos para a formação de palanques estaduais. Além disso, o nome enfrenta resistências dentro do próprio partido.
Na semana passada, Valdemar Costa Neto afirmou que Daniella Marques possui qualificação técnica e boa imagem pública, mas ponderou que a escolha também dependerá da capacidade de agregar votos à chapa presidencial.
Outras opções perderam força
Nos bastidores, dirigentes do PL avaliam que a federação formada por União Brasil e Progressistas tende a adotar neutralidade na disputa presidencial, cenário que reduziu as chances de outros nomes cotados anteriormente.
Entre as alternativas que perderam força estão:
- Simone Marquetto (PP-SP);
- Clarissa Tercio (PP-PE).
Com isso, a definição do vice de Flávio Bolsonaro permanece em aberto às vésperas da convenção que oficializará a candidatura do senador à Presidência da República.
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